A mutação no gene RET está ligada à seguinte patologia:
- A)Hipercalcemia hipocalciúrica familiar.
Errada, porque a hipercalcemia hipocalciúrica familiar costuma estar ligada a mutações no gene CASR, e não ao RET.
- B)Síndrome de hiperparatireoidismo-tumor de mandíbula.
Errada, porque a síndrome de hiperparatireoidismo-tumor de mandíbula está associada ao gene CDC73 (HRPT2), não ao RET.
- C)Neoplasias endócrinas múltiplas tipo 1.
Errada, porque a neoplasia endócrina múltipla tipo 1 se relaciona principalmente ao gene MEN1, e não ao RET.
- D)Neoplasias endócrinas múltiplas tipo 4.
Errada, porque a MEN 4 está ligada sobretudo ao gene CDKN1B, não ao RET.
- E)Neoplasias endócrinas múltiplas tipo 2.
Certa, porque mutações germinativas no RET estão classicamente associadas às neoplasias endócrinas múltiplas tipo 2.
Gabarito: E
O gene RET codifica um receptor tirosina-quinase envolvido na sinalização de crescimento e diferenciação celular. Quando ele sofre mutação germinativa, a consequência clássica em prova é a predisposição às neoplasias endócrinas múltiplas do tipo 2, especialmente as formas MEN 2A e MEN 2B, além do carcinoma medular de tireoide hereditário. Em outras palavras: mexeu no RET, pense logo em tireoide e catecolaminas, não em paratireoide como primeira lembrança. Na MEN 2, o tumor mais típico e mais cobrado é o carcinoma medular da tireoide, seguido do feocromocitoma e, na forma MEN 2A, do hiperparatireoidismo. Na MEN 2B, além do carcinoma medular e do feocromocitoma, podem aparecer hábitos marfanoides e neuromas de mucosa. Por isso, a associação com RET é quase uma assinatura genética da síndrome. A alternativa correta é a E, porque a mutação do gene RET está diretamente ligada às neoplasias endócrinas múltiplas tipo 2. Já a MEN 1 tem outro gene clássico, o MEN1 (menin), e as demais opções tratam de síndromes diferentes, sem essa relação central com RET. Em prova, essa é a associação que a banca costuma cobrar de forma direta e elegante, sem muita cerimônia.