Paciente com um nódulo com consistência endurecida com 3cm de diâmetro, localizado em região infra-auricular direita que levanta o lobo da orelha. Assinale a opção que indica o possível diagnóstico e o tratamento, respectivamente.
- A)Trata-se de um cisto de branquial e a ressecção é o tratamento adequado.
Errada, porque cisto branquial costuma aparecer como massa lateral cervical, e não como nódulo infra-auricular com elevação do lóbulo da orelha.
- B)Trata-se de um tumor de parótida e o tratamento deve ser a parotidectomia sob anestesia geral com análise histopatológica da lesão.
Certa, pois o quadro sugere tumor de parótida e o tratamento adequado é cirúrgico, com parotidectomia sob anestesia geral e análise histopatológica.
- C)Nódulos abaixo da orelha nunca configuram tumores de glândula salivar.
Errada, porque nódulos abaixo da orelha podem sim corresponder a tumores de glândula salivar, especialmente da parótida.
- D)Trata-se de um cisto sebáceo e o tratamento é a enucleação simples.
Errada, pois cisto sebáceo é lesão cutânea superficial e a descrição anatômica da questão aponta muito mais para origem parotídea.
- E)Trata-se de um tumor de parótida e o tratamento é a ressecção que pode ser feita com anestesia local com enucleação, somente.
Errada, porque tumor de parótida não deve ser tratado com enucleação simples nem, em regra, com anestesia local apenas.
Gabarito: B
Um nódulo endurecido, de crescimento em região infra-auricular que chega a levantar o lóbulo da orelha, faz pensar primeiro em lesão da parótida. Esse detalhe anatômico é bem importante: quando a massa nasce na parótida, ela pode empurrar o lobo auricular para cima e para fora, em vez de parecer um simples “caroço de pele”. Na prática, a principal hipótese é tumor de glândula parótida, e a conduta clássica é a parotidectomia, feita sob anestesia geral, com estudo histopatológico da peça. Isso porque em tumores de parótida não se deve sair “esvaziando” ou fazendo enucleação simples, já que é preciso respeitar a anatomia da glândula e proteger o nervo facial. O ponto-chave da questão é exatamente esse: localização infra-auricular com elevação do lóbulo sugere parótida, não cisto sebáceo nem cisto branquial. Em prova, a banca costuma cobrar o raciocínio anatômico mais do que detalhes raros de semiologia. Se a lesão é dura, bem localizada nessa região e com esse efeito no lobo da orelha, pense em parótida antes de qualquer outra coisa. Por isso, a alternativa B está correta: diagnostica um tumor de parótida e indica o tratamento adequado, que é cirúrgico, com parotidectomia e confirmação anatomopatológica. Em termos de concurso, a mensagem é simples: massa infra-auricular que levanta o lóbulo da orelha não é um “cisto de pele comum”, e a cirurgia de glândula salivar exige abordagem adequada, não enucleação improvisada.