Nos pacientes portadores de insuficiência cardíaca encaminhados para o teste de esforço cardiopulmonar com vistas ao transplante cardíaco, os melhores parâmetros para avaliação prognóstica são:
- A)Consumo de oxigênio de pico e limiar anaeróbio.
Errada, porque o limiar anaeróbio ajuda na avaliação do exercício, mas não é o melhor marcador prognóstico isolado para indicação de transplante.
- B)Limiar anaeróbio e equivalente ventilatório de gás carbônico.
Errada, porque o limiar anaeróbio não é o parâmetro principal de prognóstico nesse contexto, apesar de o equivalente ventilatório de CO2 ser relevante.
- C)Consumo de oxigênio de pico e equivalente ventilatório de gás carbônico.
Certa, porque o consumo de oxigênio de pico e o equivalente ventilatório de CO2 são parâmetros consagrados na estratificação prognóstica da insuficiência cardíaca avançada.
- D)Consumo de oxigênio de pico e razão de troca.
Errada, porque a razão de troca respiratória serve muito para mostrar esforço adequado e validade do teste, não sendo o melhor marcador prognóstico para transplante.
- E)Razão de troca e equivalente ventilatório de gás carbônico.
Errada, porque a razão de troca e o equivalente ventilatório de CO2 não formam a dupla clássica de melhor valor prognóstico para decisão de transplante.
Gabarito: C
No teste de esforço cardiopulmonar em pacientes com insuficiência cardíaca avaliados para transplante, o que mais ajuda a prever prognóstico não é um número solto, mas a combinação de indicadores de limitação funcional e eficiência ventilatória. Entre eles, o consumo de oxigênio de pico (peak VO2) é o clássico: quanto menor ele for, pior tende a ser a reserva funcional e maior o risco do paciente. Outro parâmetro muito útil é o equivalente ventilatório de gás carbônico (VE/VCO2), que mostra o quanto o paciente precisa ventilar para eliminar CO2. Quando esse índice está elevado, costuma refletir ventilação ineficiente e pior prognóstico. Na prática, ele conversa muito bem com o peak VO2 e pode complementar a avaliação quando a prova é para pensar em transplante. Por isso, a banca acertou ao cobrar a dupla peak VO2 + equivalente ventilatório de CO2. É uma combinação bem conhecida na estratificação de risco da insuficiência cardíaca avançada. O limiar anaeróbio ajuda a entender a capacidade funcional, mas não é o marcador mais cobrado como melhor parâmetro prognóstico nesse cenário específico de transplante.