Em um paciente que apresente o sinal de Battle, deve-se suspeitar de
- A)hipertensão intracraniana.
Errada: hipertensão intracraniana pode causar cefaleia e rebaixamento do nível de consciência, mas não explica o sinal de Battle.
- B)ruptura de aneurisma em território da cerebral média.
Errada: ruptura de aneurisma em território da cerebral média causa hemorragia subaracnoidea ou intracerebral, não equimose retroauricular.
- C)fratura da crista galli.
Errada: fratura da crista galli não é a associação clássica do sinal de Battle, que aponta para base do crânio.
- D)fratura de base de crânio.
Certa: o sinal de Battle é um achado típico de fratura de base de crânio, geralmente na região temporal.
- E)glioblastoma.
Errada: glioblastoma pode causar sinais neurológicos focais e hipertensão intracraniana, mas não produz sinal de Battle.
Gabarito: D
O sinal de Battle é uma equimose na região retroauricular, sobre a mastoide, e aparece quando há sangramento por trauma na base do crânio. Em prova, ele é um achado clássico de fratura de base de crânio, especialmente da porção temporal. Pense nele como a “pista roxa” de que o impacto foi sério e que houve comunicação de sangue para tecidos profundos da região. Esse sinal costuma vir acompanhado de outros indícios de fratura basilar, como otorreia ou rinorreia liquórica, hemotímpano e equimose periorbitária. O raciocínio é simples: o trauma fraturou a base do crânio, o sangue se dissemina pelos planos fasciais e acaba aparecendo atrás da orelha. Não é um sinal de tumor, nem de aneurisma, nem de hipertensão intracraniana isoladamente. Por isso, ao ver sinal de Battle, a suspeita correta é fratura de base de crânio. É um achado clássico de semiologia neurológica e trauma craniano, muito cobrado em concursos porque o examinador adora transformar uma mancha roxa em diagnóstico. Aqui, a pista é anatômica e traumática, não vascular nem neoplásica.