O endoleak é a complicação mais comum após um reparo de aneurimas de aorta por via endovascular, acometendo cerca de 10 a 20% dos casos, em acompanhamento a longo prazo. Assinale a opção que apresenta, corretamente, o tipo de endoleak e sua definição.
- A)Tipo 1: endoleak através de um defeito mecânico da endoprótese, falha mecânica do stent por separação juncional do componente modular ou fraturas ou aberturas da endoprótese.
Errada: descreve o tipo 3, que ocorre por defeito mecânico da endoprótese, como separação modular ou fratura.
- B)Tipo 2: enchimento retrógrado do saco aneurismático via ramos simples ou múltiplos.
Certa: o tipo 2 é o enchimento retrógrado do saco aneurismático por ramos colaterais simples ou múltiplos.
- C)Tipo 3: endoleak no sítio de fixação da endoprótese, acima, abaixo ou entre seus componentes.
Errada: isso define o tipo 1, que é vazamento na zona de fixação proximal, distal ou em junção inadequada.
- D)Tipo 4: expansão contínua do aneurisma, sem evidência radiográfica de um local de vazamento.
Errada: a expansão contínua do aneurisma sem vazamento visível corresponde à endotensão, ou tipo 5, não ao tipo 4.
- E)Tipo 5: endoleak resultante de porosidade.
Errada: porosidade da prótese é característica do tipo 4, geralmente com vazamento transitório.
Gabarito: B
Depois de um reparo endovascular de aneurisma de aorta, o saco aneurismático pode continuar sendo preenchido por sangue se houver algum tipo de vazamento ao redor ou dentro da endoprótese. Esse vazamento recebe o nome de endoleak e é classificado conforme a origem do fluxo. Na prática, a prova costuma cobrar a lógica da classificação, então vale decorar a ideia central de cada tipo. O tipo 1 ocorre quando existe falha de vedação nas extremidades da prótese, ou seja, o sangue entra pela região de fixação proximal ou distal. O tipo 2 é o mais clássico e corresponde ao enchimento retrógrado do saco aneurismático por ramos colaterais, como artérias lombares ou a mesentérica inferior. É um vazamento vindo de vasos secundários, não de defeito da prótese em si. O tipo 3 aparece por defeito estrutural da endoprótese, como desconexão entre módulos, fratura ou ruptura do material. Já o tipo 4 está ligado à porosidade do enxerto, geralmente um vazamento transitório. O tipo 5, também chamado endotensão, é o aumento de pressão ou expansão do aneurisma sem fonte de vazamento claramente identificável na imagem. Por isso, a alternativa B está correta: ela descreve exatamente o tipo 2, isto é, enchimento retrógrado do saco aneurismático por ramos simples ou múltiplos. É a definição clássica cobrada em cirurgia vascular e radiologia intervencionista.