Assinale a opção que indica a zona que tem menos probabilidade de iniciar um protocolo de mobilização ativa precoce para reparos do tendão extensor.
- A)Zona l
Certa: a Zona I corresponde ao tendão terminal e costuma exigir mais imobilização, com menor chance de mobilização ativa precoce.
- B)Zona III
Errada: a Zona III pode até exigir cautela pela lesão da banda central, mas não é a que menos costuma iniciar mobilização precoce.
- C)Zona IV
Errada: a Zona IV, sobre a falange proximal, geralmente permite protocolos de reabilitação mais ativos do que a Zona I.
- D)Zona VII
Errada: a Zona VII fica ao nível do punho e, em muitos casos, admite mobilização precoce conforme a estabilidade do reparo.
- E)Nenhuma das opções acima
Errada: há uma alternativa correta, portanto não se trata de exceção.
Gabarito: A
Nos reparos do tendão extensor, a ideia é equilibrar duas coisas que vivem em guerra: proteger a sutura e evitar rigidez. Quanto mais distal é a lesão, mais delicada tende a ser a cicatrização funcional, porque o mecanismo extensor ali é menor, mais fino e menos tolerante a tração precoce. A Zona I é justamente a lesão do tendão terminal, na articulação interfalângica distal. Nessa região, o tratamento costuma ser mais conservador em termos de mobilização, muitas vezes com imobilização em extensão da articulação distal por várias semanas. Por isso, ela é a zona com menor probabilidade de iniciar um protocolo de mobilização ativa precoce. Já em algumas outras zonas, como a Zona IV, a reabilitação pode ser mais permissiva, dependendo da qualidade da sutura e do protocolo adotado. Em geral, os protocolos de mobilização ativa precoce são mais usados quando a anatomia e a fixação permitem menor risco de ruptura e de aderências importantes. Então, o gabarito A está correto porque a Zona I é a que menos costuma receber mobilização ativa precoce após reparo do tendão extensor. Em prova, pense assim: quanto mais terminal e frágil a lesão, mais o ortopedista pisa no freio.