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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Uma mulher de 60 anos sofre uma queda que resulta em uma fratura intra-articular cominutiva do rádio distal da mão dominante. O cirurgião escolhe o acesso dorsal para osteossíntese com placa e a mobilização ativa precoce. Três meses após a cirurgia, o paciente não consegue estender ativamente a articulação interfalangeana do polegar. Ela recuperou 50 graus de extensão do punho, 70 graus de flexão do punho e um arco de desvio radial de 45 graus. Assinale a opção que indica o compartimento da face dorsal do antebraço em que o tendão afetado reside.

Gabarito: C

A extensão ativa da interfalangeana do polegar depende principalmente do tendão do extensor longo do polegar (EPL). Depois de uma fratura do rádio distal com osteossíntese por acesso dorsal, esse tendão pode sofrer irritação, aderência ou até ruptura por atrito com o material de síntese, especialmente quando há mobilização precoce e o osso ainda está em fase de cicatrização. O truque aqui é lembrar da anatomia dos compartimentos extensores do punho. No dorso do antebraço, os tendões passam sob 6 compartimentos sob o retináculo dos extensores. O EPL é o habitante clássico do terceiro compartimento, junto ao tubérculo de Lister, que funciona como uma espécie de "rotatória" anatômica para o tendão. Por isso, quando a paciente não consegue mais estender ativamente a articulação interfalangeana do polegar, o tendão suspeito é o EPL, e o compartimento correspondente é o terceiro. É uma associação bem cobrada em ortopedia: fratura de rádio distal + placa dorsal + perda de extensão do polegar = pense em lesão do EPL. Além disso, o arco de movimento do punho descrito sugere que a consolidação e a mobilidade global estão razoáveis, mas a função do polegar ficou comprometida de forma específica. Em prova, isso costuma apontar para tendão e compartimento, não para problema articular genérico.

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