Uma mãe Rh negativo, fenótipo eritrocitário dce/dce (r/r) está na sua terceira gestação. Seu marido, pai biológico dos seus filhos das gestações anteriores e da atual, é Rh positivo, com o fenótipo eritrocitário Rh mostrado na tabela abaixo. D C E c e + Neg Neg + + O primeiro filho do casal foi Rh negativo e o segundo filho Rh positivo. A mãe desenvolveu um anticorpo anti-D (anti-Rh1) após a segunda gestação. A probabilidade de que o filho que está gestando seja Rh negativo pode ser estimada em
- A)50%.
Correta, porque o cruzamento dd x Dd produz 50% de descendentes dd, portanto Rh negativos.
- B)25%.
Errada, porque 25% só ocorreria em outros arranjos genéticos; aqui o pai é heterozigoto e a mãe é homozigota recessiva.
- C)75%.
Errada, porque 75% exigiria predominância de alelo dominante em ambos os genitores, o que não acontece neste cruzamento.
- D)100%.
Errada, porque o pai não é DD, já que o casal teve um filho Rh negativo.
- E)0%.
Errada, porque existe sim possibilidade de o feto ser Rh negativo quando o pai é Dd.
Gabarito: A
O sistema Rh gira muito em torno do antígeno D: se a pessoa tem D, ela é Rh positiva; se não tem, é Rh negativa. Como a mãe é dce/dce, ela é Rh negativa e só consegue passar o alelo d para os filhos. Já o pai é Rh positivo, mas o fato de o primeiro filho ter nascido Rh negativo mostra que ele não pode ser DD, porque nesse caso todos os filhos seriam Rh positivos. Logo, ele é Dd. Fazendo o cruzamento mais simples do planeta concurso: mãe dd x pai Dd. O pai pode passar D ou d, e a mãe só pode passar d. Assim, os filhos podem ser Dd (Rh positivo) ou dd (Rh negativo), cada um com chance de 50%. A presença de anti-D na mãe após a segunda gestação só indica sensibilização materna, importante para doença hemolítica do recém-nascido, mas não muda a probabilidade genética do feto ser Rh negativo. Em outras palavras: o anticorpo complica a gestação, mas não reescreve o DNA do bebê. Portanto, a chance de o filho em gestação ser Rh negativo é 50%, que corresponde à alternativa A.