Madarose, lagoftalmo, hipoestesia corneana, ceratite com pequenos pontos brancos, nódulos esclerocorneanos, estafiloma anterior e uveite anterior, levam à hipótese diagnóstica de
- A)artrite reumatoide com HLAB27 presente.
Errada, porque artrite reumatoide e HLA-B27 não explicam esse conjunto típico de acometimento neuropático e palpebral da hanseníase.
- B)herpes simples hominis tipo II.
Errada, pois herpes simples tipo II não é a causa clássica desse padrão de madarose, lagoftalmo, hipoestesia corneana e lesões oculares crônicas.
- C)sarcoidose com HLADR 11 presente.
Errada, porque sarcoidose pode causar uveíte, mas não costuma dar o conjunto característico de neuropatia periférica e deformidades palpebrais descrito.
- D)hanseníase com baciloscopia positiva.
Certa, pois hanseníase pode causar madarose, lagoftalmo, hipoestesia corneana, ceratite, lesões esclerocorneanas, estafiloma anterior e uveíte anterior.
- E)tuberculose com P. P. D. forte reator.
Errada, porque tuberculose ocular pode cursar com uveíte, mas o padrão clínico descrito é muito mais sugestivo de hanseníase.
Gabarito: D
Madarose, lagoftalmo e hipoestesia corneana apontam para um problema que gosta de atacar nervos periféricos e estruturas da face: a hanseníase. Na oftalmologia, ela pode causar perda de cílios e falha no fechamento palpebral, o que expõe a córnea e facilita ceratite, além de reduzir a sensibilidade corneana, aumentando muito o risco de lesão silenciosa. Os nódulos esclerocorneanos, o estafiloma anterior e a uveíte anterior entram no mesmo pacote de inflamação crônica e acometimento ocular da doença. A ceratite com pequenos pontos brancos também pode aparecer como sinal de inflamação corneana associada ao quadro infeccioso. Em resumo: olho com inflamação + perda de sensibilidade + deformidades palpebrais faz pensar forte em hanseníase. A alternativa D fica correta porque a baciloscopia positiva confirma a presença do Mycobacterium leprae e fecha o diagnóstico etiológico. Na prática, a banca quer que você reconheça o conjunto clássico de manifestações oculares da hanseníase, e não apenas um sinal isolado. Guarde a lógica: se a doença mexe com nervo, pálpebra e córnea ao mesmo tempo, a hanseníase costuma ser a suspeita campeã. O olho sofre, mas quem denuncia mesmo é o combo de hipoestesia corneana com lagoftalmo e madarose.