Em relação à randomização em ensaios clínicos, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa. ( ) Aumenta a comparabilidade entre os grupos de intervenção e controle. ( ) Contribui para comparabilidade entre grupos, mesmo para variáveis que não podem ser mensuradas. ( ) Cria, obrigatoriamente, grupos de tamanho igual. As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,
- A)V – V –V.
Errada, porque a terceira afirmativa é falsa: randomização não obriga grupos de tamanho igual.
- B)F – F – F.
Errada, porque as duas primeiras afirmativas são verdadeiras em ensaios clínicos randomizados.
- C)F – V – V.
Errada, porque a primeira afirmativa é verdadeira e a segunda também é verdadeira.
- D)V – F – V.
Errada, porque a segunda afirmativa não é falsa: a randomização também ajuda com variáveis não mensuráveis.
- E)V – V – F.
Certa, porque a randomização aumenta a comparabilidade, inclusive para fatores não mensuráveis, e não exige grupos de mesmo tamanho.
Gabarito: E
A randomização em ensaios clínicos é uma estratégia para distribuir os participantes de modo aleatório entre os grupos de intervenção e controle. A ideia central é simples: se a alocação é realmente aleatória, os grupos tendem a ficar mais parecidos no início do estudo, o que melhora a comparabilidade e reduz vieses de seleção. O ponto mais importante é que a randomização ajuda não só nas variáveis que voce consegue medir, como idade, sexo e comorbidades, mas também nas que voce nem consegue mensurar direito, como fatores de prognóstico desconhecidos ou mal avaliados. Por isso ela é tão valorizada na pesquisa clínica: ela “equilibra o jogo” por sorteio, não por tentativa manual. Agora, cuidado com a armadilha clássica: randomizar não significa criar grupos obrigatoriamente iguais em tamanho. Os grupos podem até ficar desiguais se o método de alocação assim permitir. O que a randomização garante é a distribuição aleatória, e não uma igualdade matemática rígida entre as amostras. Assim, a primeira afirmativa é verdadeira, a segunda também é verdadeira, e a terceira é falsa. Por isso o gabarito é E. Em termos doutrinários, a randomização é um dos pilares do ensaio clínico randomizado porque reduz confundimento e melhora a validade interna do estudo.