Como efeito hemodinâmico benéfico do uso do balão de contrapulsação intra-aórtico, assinale a afirmativa correta.
- A)Aumento da pós-carga do ventrículo esquerdo.
Errada, porque o balão de contrapulsação reduz, e não aumenta, a pós-carga do ventrículo esquerdo.
- B)Diminuição da pressão de perfusão coronariana.
Errada, porque o dispositivo melhora a perfusão coronariana ao aumentar a pressão diastólica aórtica.
- C)Aumento do volume sistólico do ventrículo esquerdo.
Certa, pois a redução da pós-carga facilita a ejeção ventricular e aumenta o volume sistólico do ventrículo esquerdo.
- D)Diminuição da pressão diastólica da aorta.
Errada, porque na diástole o balão infla e eleva a pressão diastólica da aorta, não a diminui.
- E)Diminuição da oferta de oxigênio ao miocárdio.
Errada, porque o BCIA tende a aumentar a oferta de oxigênio ao miocárdio ao melhorar a perfusão coronariana.
Gabarito: C
O balão de contrapulsação intra-aórtico (BCIA) é um suporte mecânico usado para ajudar o coração quando ele está sofrendo para bombear, principalmente em situações de baixo débito e isquemia. Ele funciona com uma lógica bem elegante: infla na diástole e desinfla na sístole. Parece simples, mas isso muda bastante a hemodinâmica a favor do miocárdio. Na diástole, o balão infla e empurra sangue para trás e para frente, aumentando a pressão diastólica aórtica e, com isso, melhorando a perfusão coronariana. Já na sístole, ele desinfla rapidamente, criando uma queda de pressão na aorta e reduzindo a resistência contra a qual o ventrículo esquerdo precisa ejetar. Resultado prático: cai a pós-carga, melhora o trabalho cardíaco e o coração consegue bombear com mais eficiência. Por isso, a consequência benéfica clássica é o aumento do volume sistólico do ventrículo esquerdo, pois o ventrículo ejeta com menor esforço e mais sangue por batimento. Em linguagem de prova: menos carga para o coração, mais débito útil para a circulação. É a “ajudinha” hemodinâmica que a banca gosta de cobrar. Então, o gabarito C está correto porque o BCIA favorece a ejeção ventricular ao reduzir a pós-carga, o que aumenta o volume sistólico. As demais alternativas trazem efeitos opostos ao mecanismo fisiológico do dispositivo.