O questionário de Berlim avalia o risco da(o)
- A)apneia obstrutiva do sono.
Correta: o questionário de Berlim é um instrumento de triagem para risco de apneia obstrutiva do sono.
- B)síndrome das pernas inquietas.
Errada: síndrome das pernas inquietas é diagnosticada por critérios clínicos, não pelo questionário de Berlim.
- C)bruxismo.
Errada: bruxismo é um hábito parafuncional do sono e não é avaliado por esse questionário.
- D)narcolepsia.
Errada: narcolepsia é investigada por história clínica e testes específicos, como polissonografia e teste de latências múltiplas do sono.
- E)síndrome de Kleine–Levin.
Errada: síndrome de Kleine-Levin é um distúrbio raro de hipersonolência recorrente, sem relação com o questionário de Berlim.
Gabarito: A
O questionário de Berlim é uma ferramenta de rastreio usada para estimar o risco de apneia obstrutiva do sono. Ele não fecha diagnóstico sozinho, mas ajuda a identificar quem merece investigação mais detalhada, como a polissonografia. Na prática, ele organiza perguntas sobre ronco, sonolência diurna, pausas respiratórias percebidas e alguns fatores de risco clínicos, como hipertensão e obesidade. A lógica é simples: se a pessoa ronca alto, tem sonolência durante o dia e alguém já notou engasgos ou interrupções da respiração à noite, o alerta acende. É o tipo de teste que diz: "vale olhar melhor isso aí". Em prova, isso costuma aparecer como instrumento de triagem para apneia obstrutiva do sono, e não para outras alterações do sono. Por isso o gabarito é a alternativa A. O questionário de Berlim foi desenvolvido justamente para avaliar o risco de apneia obstrutiva do sono, sendo um dos questionários mais cobrados em sono na neurologia. Se a questão citar ronco, sonolência e pausas respiratórias, pense logo em apneia do sono, não em distúrbios como pernas inquietas, bruxismo ou narcolepsia.