Com relação ao FDG PET/CT, no paciente com câncer de pulmão, assinale a afirmativa incorreta.
- A)Usado nas duas primeiras semanas após tratamento cirúrgico, tem alta sensibilidade na detecção de recidiva local
Errada: nas primeiras semanas após cirurgia há inflamação e cicatrização, o que aumenta falso-positivo e reduz a utilidade do PET/CT para recidiva local.
- B)Tem a maior sensibilidade e especificidade na detecção das metástases em supra-renal.
Certa: o FDG PET/CT tem excelente desempenho para detectar metástases adrenais em pacientes com câncer de pulmão.
- C)É a melhor modalidade de exame, na detecção de metástases ósseas
Certa: é uma das melhores modalidades para identificar metástases ósseas, com alta sensibilidade metabólica.
- D)É superior à TC e à RNM, na avaliação do tamanho de tumores em áreas de atelectasia pós-obstrutivas.
Certa: o PET/CT costuma superar TC e RNM na distinção entre tumor viável e atelectasia pós-obstrutiva.
- E)A redução acima de 20% na atividade metabólica é considerada como resposta ao tratamento quimioterápico.
Certa: redução metabólica de cerca de 20% ou mais no FDG costuma ser usada como parâmetro de resposta ao tratamento quimioterápico.
Gabarito: A
O FDG PET/CT é muito útil no câncer de pulmão porque mistura anatomia com metabolismo: a TC mostra a estrutura, e o FDG mostra onde a glicose está sendo consumida com mais voracidade. Em oncologia, isso ajuda muito na estadiagem, na busca de metástases e na avaliação de resposta ao tratamento. A ideia central aqui é lembrar que o PET/CT não é um exame para ser feito “logo em seguida” a uma cirurgia. Nas primeiras semanas após o procedimento, há inflamação, cicatrização e aumento fisiológico do metabolismo na área operada, o que favorece falso-positivo. Então, usar o exame nas duas primeiras semanas para procurar recidiva local é uma péssima janela diagnóstica. Por isso o item A está incorreto. O problema não é falta de sensibilidade, e sim baixa especificidade nesse período precoce, porque o corpo ainda está fazendo obra no local da cirurgia. Em geral, deve-se aguardar um intervalo maior após o tratamento cirúrgico para reduzir erro por inflamação pós-operatória. As demais alternativas estão alinhadas com o uso clássico do PET/CT: ele é muito bom para metástase adrenal, é excelente para detectar doença óssea, ajuda a diferenciar tumor de atelectasia pós-obstrutiva e pode ser usado na avaliação de resposta metabólica ao tratamento, inclusive com redução do SUV em torno de 20% ou mais sugerindo resposta.