Foi realizado um eletroencefalograma em um paciente que revelou atividade beta de alta amplitude. Esta alteração, em geral, é associada ao uso de
- A)benzodiazepínicos.
Correta: benzodiazepínicos aumentam a atividade beta no EEG, sendo a associação clássica cobrada em provas.
- B)meropenem.
Errada: meropenem não é a droga típica associada a aumento de atividade beta no eletroencefalograma.
- C)alteplase.
Errada: alteplase está relacionada à trombólise, não a esse padrão eletroencefalográfico.
- D)nitrofurantoina.
Errada: nitrofurantoína não costuma produzir esse achado no EEG.
- E)metilfenidato.
Errada: metilfenidato pode estimular o SNC, mas não é a associação clássica com atividade beta de alta amplitude no EEG.
Gabarito: A
A atividade beta no eletroencefalograma costuma aparecer quando o sistema nervoso central está mais "acelerado" por efeito de certos fármacos, especialmente os benzodiazepínicos. Eles aumentam a ação do GABA e podem deixar o traçado com ritmo beta mais evidente, em geral de maior amplitude e/ou difuso. É aquele tipo de achado que faz o EEG "parecer mais ligado no 220", mesmo sem significar necessariamente doença estrutural. Na prática, quando o enunciado fala em atividade beta de alta amplitude, a associação clássica cobrada em prova é com benzodiazepínicos, porque essa classe é famosa por alterar o padrão eletroencefalográfico. As outras opções não têm essa relação típica com beta no EEG, então o gabarito A é o esperado.