Sobre as deficiências auditivas, assinale afirmativa incorreta.
- A)A perda auditiva induzida pelo ruído é de caráter insidioso, neurossensorial e bilateral, sendo o entalhe de Carhart patognomômico.
Errada, porque o entalhe de Carhart se relaciona à otosclerose, e não à perda auditiva induzida por ruído.
- B)A deficiência auditiva genética não-sindrômica é mais frequente do que a sindrômica.
Certa, pois as perdas genéticas não sindrômicas são mais comuns do que as sindrômicas.
- C)A presbiacusia caracteriza-se por perda neurossensorial bilateral, progressiva, sendo mais acometidas as frequências acima de 2000 Hz.
Certa, já que a presbiacusia é uma perda neurossensorial bilateral e progressiva, com maior acometimento das altas frequências.
- D)A deficiência auditiva na otosclerose é geralmente condutiva, mas pode ser mista ou exclusivamente neurossensorial.
Certa, porque a otosclerose é geralmente condutiva, mas pode ser mista ou até neurossensorial.
- E)O diagnóstico diferencial entre os tipos de perdas pode ser feito com o diapasão. No teste de Weber ocorre lateralização para o lado pior nas perdas condutivas e para o lado melhor nas perdas neurossensoriais.
Certa, pois o teste de Weber lateraliza para o lado pior nas perdas condutivas e para o lado melhor nas neurossensoriais.
Gabarito: A
As perdas auditivas podem ser classificadas por causa e por tipo: condutivas, neurossensoriais ou mistas. Na prática, o vestibulinho da prova costuma cobrar os quadros clássicos: presbiacusia, otosclerose, perda induzida por ruído e as perdas genéticas. Cada uma tem seu jeitão, e reconhecer isso evita cair nas armadilhas de semelhança. A perda auditiva induzida por ruído costuma ser insidiosa, neurossensorial, bilateral e, muitas vezes, começa nas frequências mais altas. Até aqui, tudo bem. O erro da alternativa A está em dizer que o entalhe de Carhart é patognomômico dessa condição. Não é. O entalhe de Carhart é associado à otosclerose, especialmente na audiometria, e não à surdez por ruído. A presbiacusia, por sua vez, é a perda auditiva relacionada ao envelhecimento: bilateral, progressiva e neurossensorial, atingindo sobretudo frequências acima de 2000 Hz. Já a otosclerose geralmente causa perda condutiva, mas pode evoluir com componente misto e, em situações menos comuns, apresentar padrão neurossensorial. No exame com diapasão, o teste de Weber ajuda bastante: ele lateraliza para o lado pior nas perdas condutivas e para o lado melhor nas neurossensoriais. É um truque simples, antigo e muito cobrado, daqueles que salvam tempo na prova. Assim, a incorreção está na associação indevida do entalhe de Carhart com perda por ruído.