Para o diagnóstico de dermatomiosite, os dados de menor valor foram obtidos
- A)pela avaliação da força muscular.
Errada, porque a avaliação da força muscular é um dado clínico central na suspeita de dermatomiosite, especialmente pela fraqueza proximal.
- B)pela eletromiografia.
Errada, porque a eletromiografia ajuda a demonstrar padrão miopático e sustenta o diagnóstico.
- C)pela presença de pápulas de Grotton.
Errada, porque as pápulas de Gottron são lesão cutânea muito sugestiva e têm alto valor semiológico.
- D)pela biópsia cutânea.
Certa, porque a biópsia cutânea costuma ser menos contributiva que os demais dados na confirmação da dermatomiosite.
- E)pela biópsia muscular.
Errada, porque a biópsia muscular é um dos exames com maior valor para confirmar a miopatia inflamatória.
Gabarito: D
A dermatomiosite é uma miopatia inflamatória idiopática em que a clínica pesa muito: fraqueza muscular proximal e lesões cutâneas típicas já levantam bastante suspeita. Por isso, na prática, a avaliação da força muscular, a eletroneuromiografia e até a biópsia muscular costumam ajudar mais no diagnóstico do que a pele isoladamente. As pápulas de Gottron são um achado cutâneo bem característico e quase gritam o diagnóstico quando aparecem nos pontos certos, como as articulações interfalângicas e metacarpofalangianas. Elas têm grande valor semiológico porque apontam para dermatomiosite mesmo antes de exames mais invasivos. A biópsia cutânea, porém, costuma ser a que traz menor valor para fechar o diagnóstico. Isso acontece porque as alterações de pele podem ser inespecíficas e não mostram, com a mesma força, o padrão de miopatia inflamatória que a biópsia muscular evidencia. Em prova, pense assim: pele ajuda, mas músculo costuma falar mais alto. Então, o gabarito é a alternativa D porque a biópsia cutânea tende a ser o exame menos útil entre os listados para confirmar dermatomiosite, enquanto força muscular, eletromiografia, lesões típicas e biópsia muscular têm maior peso diagnóstico.