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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Em crianças com risco elevado de apresentar hipertermia maligna, devemos evitar na anestesia o uso de

Gabarito: B

A hipertermia maligna é uma emergência anestésica clássica, geralmente desencadeada por certos agentes anestésicos em pacientes geneticamente suscetíveis. O problema não é uma alergia comum nem uma “reação ruim” genérica: trata-se de uma resposta hipermetabólica grave, com aumento de CO2, rigidez muscular, acidose, hipertermia e risco de morte se o reconhecimento for tardio. Por isso, a prevenção é escolher drogas seguras e evitar os desencadeantes conhecidos. Na prática, você deve lembrar que os principais gatilhos são os anestésicos inalatórios halogenados e a succinilcolina. O halotano, embora hoje seja menos usado em muitos serviços, é um anestésico inalatório da família dos halogenados e entra exatamente nesse grupo de risco. Em uma criança com risco elevado de hipertermia maligna, ele deve ser evitado sem hesitação. Morfina, lidocaína e propofol não são considerados desencadeantes clássicos de hipertermia maligna. Então, se a questão pergunta o que evitar, você precisa bater o olho e pensar: “olha o inalatório halogenado aí”. É a típica cobrança de prova que mistura drogas anestésicas para ver se você sabe separar o vilão dos coadjuvantes. Resumo de prova: em paciente suscetível, evite agentes voláteis halogenados e succinilcolina. Por isso o gabarito B está correto, já que o halotano é um desses agentes desencadeantes.

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