As feridas epidérmicas envolvem apenas
- A)a hipoderme.
Errada, porque a hipoderme é uma camada profunda, abaixo da derme, e não é alcançada por feridas apenas epidérmicas.
- B)a epiderme e a derme.
Errada, porque epiderme e derme já configuram uma lesão mais profunda do que uma ferida restrita à epiderme.
- C)o tecido subcutâneo.
Errada, porque o tecido subcutâneo fica abaixo da pele propriamente dita e não corresponde a uma ferida epidérmica.
- D)a hipoderme e a epiderme.
Errada, porque mistura duas camadas em níveis diferentes e ambas estão além do limite de uma ferida só da epiderme.
- E)a camada superficial da pele.
Certa, porque feridas epidérmicas envolvem apenas a camada mais superficial da pele, isto é, a epiderme.
Gabarito: E
As feridas epiteliais, ou epidérmicas, são as mais superficiais possíveis: atingem apenas a camada externa da pele, sem ultrapassar a epiderme. Em outras palavras, é o tipo de lesão que fica na “casquinha” da pele, sem chegar à derme, à hipoderme ou ao tecido subcutâneo. Isso importa porque, quanto mais profunda a ferida, maior tende a ser o risco de sangramento, dor e cicatriz. Quando a lesão se restringe à epiderme, a regeneração costuma ser mais simples e rápida, já que não houve comprometimento das estruturas mais profundas. Por isso, o gabarito está na alternativa que fala em camada superficial da pele. A banca quer que você reconheça a lógica anatômica do termo: epidérmica = epiderme. Não tem mistério, só não vale “aprofundar” a lesão na imaginação. Em termos doutrinários de anatomia e semiologia, a classificação das feridas segue a profundidade acometida: epidérmica, dérmica, subcutânea e assim por diante. Aqui, a palavra-chave é exatamente essa: superficial, sem alcançar derme ou hipoderme.