As opções abaixo podem alterar a resposta hemodinâmica à perda aguda de sangue, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Idade.
Certa como fator modificador, porque a idade altera a reserva fisiológica e a forma como o organismo compensa a perda sanguínea.
- B)Obesidade.
Errada, porque obesidade não é fator clássico que altere diretamente a resposta hemodinâmica aguda à hemorragia.
- C)Uso regular de medicamentos.
Certa, pois medicamentos de uso regular podem modificar frequência cardíaca, pressão arterial e sinais de compensação.
- D)Gravidade do trauma.
Certa, porque a gravidade do trauma influencia a magnitude da perda sanguínea e a chance de choque.
- E)Tempo entre o trauma e o início do tratamento.
Certa, já que o atraso entre o trauma e o tratamento piora a evolução hemodinâmica e a perfusão tecidual.
Gabarito: B
Na perda aguda de sangue, a resposta hemodinâmica não depende só do volume perdido. Ela também varia conforme a idade, a gravidade do trauma, o tempo até o início do tratamento e até o uso de medicamentos que podem mexer com frequência cardíaca, pressão e capacidade de compensação. Em outras palavras: o corpo tenta compensar, mas nem todo paciente reage do mesmo jeito. Crianças, idosos e pacientes com comorbidades costumam ter reserva fisiológica diferente, então podem descompensar mais cedo ou responder de forma menos típica. Traumas mais graves e demora para atendimento também pioram a perfusão e aceleram o choque hemorrágico. Já alguns remédios, como beta-bloqueadores, por exemplo, podem mascarar taquicardia e atrapalhar a resposta esperada. A pegadinha aqui é que obesidade, por si só, não é um fator clássico que altere diretamente a resposta hemodinâmica aguda à hemorragia do jeito que os demais itens fazem. Ela pode influenciar a abordagem clínica em outros contextos, mas não entra como determinante típico da resposta hemodinâmica à perda sanguínea aguda. Por isso, o gabarito é a letra B.