As vantagens da broncoscopia rígida em relação à broncoscopia flexível estão listadas a seguir, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Grande canal de trabalho.
Certa: a broncoscopia rígida tem canal de trabalho amplo, o que facilita intervenções e passagem de instrumentos.
- B)Facilidade de aspiração.
Certa: a aspiração é mais eficiente na rígida, especialmente em secreções espessas e sangramento.
- C)Possível obter grandes biópsias com pinça rígida.
Certa: o calibre maior permite usar pinças maiores e obter biópsias mais volumosas.
- D)Possível implantar stents de silicone nas vias aéreas.
Certa: a broncoscopia rígida é a técnica clássica para implante de stents de silicone nas vias aéreas.
- E)Facilidade de acesso aos segmentos brônquicos nos lobos superiores.
Errada: o acesso aos segmentos dos lobos superiores é mais fácil com broncoscopia flexível, não com a rígida.
Gabarito: E
A broncoscopia rígida e a flexível não competem exatamente no mesmo terreno: cada uma brilha em situações diferentes. A rígida costuma ser a “máquina pesada” do arsenal pneumológico, útil quando você precisa de melhor controle de via aérea, aspiração eficiente, canal de trabalho amplo, retirada de corpo estranho, dilatação e colocação de stents, especialmente os de silicone. Por isso, ela é muito valorizada em procedimentos terapêuticos e em cenários de maior sangramento ou obstrução central. Já a broncoscopia flexível ganha pontos por alcançar melhor os brônquios mais distais e por ser mais confortável e versátil para diagnóstico. Ela navega com mais facilidade pela anatomia tortuosa, inclusive nos segmentos dos lobos superiores, onde a rigidez do aparelho pode atrapalhar. Em outras palavras: a flexível é mais “ágil”, enquanto a rígida é mais “potente”. A questão pede a exceção, isto é, o item que não representa vantagem da broncoscopia rígida. A facilidade de acesso aos segmentos brônquicos nos lobos superiores é característica mais associada à broncoscopia flexível, justamente por sua maior mobilidade e menor calibre. Por isso, a alternativa E é o gabarito. Esse raciocínio é coerente com a prática consagrada em Pneumologia e Broncofibroscopia: a rígida é preferida para terapêutica central e a flexível para exploração anatômica mais ampla e distal. A banca costuma cobrar essa distinção de forma direta, quase como um teste de “quem é quem” entre os dois aparelhos.