Sobre herpes neonatal, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa. I. A forma clínica mais comum é a meningoencefalite central, cursando com sintomas letargia, irritabilidade e convulsões podendo ser acompanhada ou não de manifestações mucocutâneas. II. Infecção primária, tempo de bolsa rota e parto vaginal são fatores de risco para a transmissão perinatal. III. Sinais de sepse, conjuntivite, aumento de transaminases e convulsões no período neonatal devem levantar suspeita da doença.
- A)F – V – F.
Errada, porque traz I e III como falsas, mas ambas não estão corretas nessa combinação.
- B)F – V – V.
Correta, pois I é falsa e II e III são verdadeiras.
- C)F – F – V.
Errada, porque II não é falsa: infecção primária materna, bolsa rota prolongada e parto vaginal são fatores de risco.
- D)V – V – F.
Errada, porque I não é verdadeira: a forma clínica mais comum não é a meningoencefalite.
- E)V – F – V.
Errada, porque II não é falsa e III também é verdadeira.
Gabarito: B
Herpes neonatal é uma daquelas infecções em que o bebê pode parecer apenas “um recém-nascido doente”, com quadro inespecífico de sepse, e por isso a suspeita precisa ser alta. O HSV pode causar três formas clássicas: doença localizada em pele, olhos e boca (a mais comum), encefalite e doença disseminada. Ou seja, meningoencefalite não é a forma mais frequente, embora seja gravíssima e possa vir com letargia, irritabilidade e convulsões. A transmissão perinatal costuma ocorrer no parto, especialmente quando a mãe tem infecção primária por HSV perto do parto, porque há mais eliminação viral e menos anticorpos protetores. Parto vaginal e tempo prolongado de bolsa rota também aumentam o risco, já que favorecem o contato do recém-nascido com secreções infectadas. Se houver lesões ativas ou pródromos maternos, o cuidado precisa ser redobrado. Na prática, o herpes neonatal pode se disfarçar de sepse bacteriana: febre ou hipotermia, prostração, irritabilidade, desconforto respiratório, convulsões, conjuntivite e elevação de transaminases são pistas importantes. Esse conjunto de sinais deve acender a luz amarela, ou melhor, vermelha mesmo, porque atraso no aciclovir piora muito o prognóstico. Por isso, o gabarito B está correto: a afirmativa I é falsa, porque a forma mais comum não é a meningoencefalite; a II é verdadeira; e a III também é verdadeira. Em provas, a banca gosta de misturar a apresentação clínica mais comum com a mais temida, para ver se você cai na casca de banana.