Em um grupo de pacientes submetidos a cirurgias cardíacas, foram observados os dados a seguir. Infecção cirúrgica Sem infecção Total IMC> 25 60 140 200 IMC≤25 15 85 100 Total 45 155 200 Assinale a opção que indica a estimativa do risco relativo da obesidade para ocorrência de infecção cirúrgica.
- A)2.
Correta: o risco de infecção no grupo com IMC > 25 é 60/200 e no grupo com IMC ≤ 25 é 15/100, resultando em RR = 2.
- B)0,5.
Errada: 0,5 é o inverso do raciocínio correto ou uma conta feita com os grupos trocados.
- C)4.
Errada: 4 não corresponde à razão entre os riscos, mas costuma aparecer quando a conta é montada de forma equivocada.
- D)0,3.
Errada: 0,3 é apenas o risco no grupo com IMC > 25, não o risco relativo.
- E)0,075.
Errada: 0,075 não representa o RR nem qualquer risco isolado da tabela.
Gabarito: A
Aqui a ideia é comparar a chance de infecção entre os pacientes com IMC > 25 e os com IMC ≤ 25. Isso é exatamente o risco relativo (RR): risco no grupo exposto dividido pelo risco no grupo não exposto. No caso, o grupo “exposto” é o de IMC > 25, porque a obesidade é o fator analisado. Vamos aos números: entre os pacientes com IMC > 25, houve 60 infecções em 200 cirurgias, então o risco é 60/200 = 0,30. No grupo com IMC ≤ 25, houve 15 infecções em 100 cirurgias, então o risco é 15/100 = 0,15. Agora é só dividir um pelo outro: 0,30 / 0,15 = 2. Ou seja, o risco de infecção cirúrgica no grupo com IMC > 25 é duas vezes o risco do grupo com IMC ≤ 25. Por isso, o gabarito é a alternativa A. Em epidemiologia, sempre desconfie da pressa: antes de sair marcando número, confira se você está calculando risco, razão de chances ou apenas porcentagem. Aqui a banca quer RR, então o raciocínio é direto e sem acrobacia.