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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Homem, 32 anos, natural e residente no RJ, advogado, tabagista 13 maços/ano, queixando-se há 2 dias de fadiga, tosse com escassa expectoração clara, dispneia em repouso e sibilos torácicos. Crises se repetem desde adolescência seguida de períodos de calmaria e ausência de sintomas. Em relação ao diagnóstico mais provável e ao tratamento, respectivamente, assinale a afirmativa correta.

Gabarito: E

O quadro é bem típico de asma: crises desde a adolescência, com períodos longos sem sintomas, além de sibilância e dispneia com início agudo. Em geral, asma dá exatamente essa cara de doença “vai e volta”, enquanto DPOC costuma aparecer mais tarde, em fumante mais pesado e com sintomas mais contínuos. Na exacerbação asmática, o tratamento inicial é broncodilatador de curta duração, como betaagonista de curta ação por via inalatória, porque ele abre o brônquio rápido e alivia a crise. Junto disso, entra a corticoterapia sistêmica quando a crise é moderada ou grave, pois o corticoide reduz a inflamação e diminui o risco de piora e recaída. Antibiótico não é rotina na crise de asma. Ele só entra se houver forte suspeita de infecção bacteriana associada, o que não é o caso aqui, já que a expectoração é escassa e clara, sem sinais que apontem para infecção. Então, nada de “atirar antibiótico para todo lado”: em asma, o alvo principal é broncoespasmo + inflamação. Por isso, a alternativa correta é a que identifica exacerbação de asma e propõe corticoterapia sistêmica associada a betaagonista de curta duração. Esse é o tratamento padrão descrito nas diretrizes de asma, como GINA e protocolos clínicos usuais.

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