Em um paciente imunossuprimido por tratamento quimioterápico que desenvolva meningite bacteriana aguda, o principal agente bacteriano a ser considerado é a(o)
- A)listeria monocytogenes.
Correta: Listeria monocytogenes é causa típica de meningite em imunossuprimidos, idosos, gestantes e neonatos.
- B)neisseria meningitidis.
Errada: Neisseria meningitidis é importante em meningite aguda, mas é mais lembrada em adolescentes e surtos, não como principal em quimioterapia.
- C)pneumococcos.
Errada: Pneumococo é muito frequente na meningite bacteriana, porém o enunciado aponta imunossupressão, que desloca a suspeita para outro agente.
- D)pseudômonas aeruginosa.
Errada: Pseudomonas aeruginosa pode ocorrer em contextos hospitalares e pós-procedimentos, mas não é a principal consideração clássica aqui.
- E)enterobacteria.
Errada: Enterobactérias podem causar infecções em pacientes graves, mas não são a resposta mais típica para esse quadro clínico.
Gabarito: A
Em meningite bacteriana aguda, o agente mais provável muda conforme o perfil do paciente. Em adultos imunossuprimidos, principalmente em quem faz quimioterapia, o raciocínio muda porque a defesa celular fica comprometida, abrindo espaço para bactérias que costumam escapar do radar em pacientes imunocompetentes. A grande dica aqui é lembrar da Listeria monocytogenes. Ela é um agente clássico em imunossuprimidos, idosos, gestantes e neonatos, podendo causar meningite e meningoencefalite. Em prova, quando o enunciado fala em quimioterapia, câncer, transplante ou uso de imunossupressor, a banca adora puxar a Listeria como principal suspeita. Já os agentes mais comuns da meningite bacteriana aguda na população geral são outros, como pneumococo e meningococo. Só que, nesse cenário específico, eles perdem espaço para a Listeria, porque o problema central não é apenas o local da infecção, mas o estado de imunossupressão do paciente. Então o gabarito A está correto porque a imunossupressão por quimioterapia aumenta a chance de meningite por Listeria monocytogenes. Na prática, isso também influencia a escolha empírica do tratamento, já que a cobertura precisa considerar esse germe especial.