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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

A ptose palpebral encontrada na síndrome de Claude BernardHorner ou, simplesmente, Horner, deve-se ao comprometimento do músculo

Gabarito: E

A ptose palpebral na síndrome de Claude Bernard-Horner acontece porque há interrupção da inervação simpática do olho. E quem depende desse comando simpático para ajudar a manter a pálpebra superior elevada é o músculo de Müller, também chamado de músculo tarsal superior. Quando ele falha, a pálpebra cai um pouco, gerando uma ptose discreta, mas bem característica. Vale lembrar que o grande elevador da pálpebra superior é o músculo elevador da pálpebra, que é inervado pelo nervo oculomotor (III par). Já na síndrome de Horner o problema não é esse músculo principal, e sim a perda da ação simpática sobre o músculo de Müller. Por isso a ptose costuma ser parcial, e não aquela queda mais intensa que você veria em uma paralisia do III par. A síndrome de Horner forma a clássica tríade: ptose, miose e anidrose. Em prova, a banca gosta de cobrar exatamente essa diferença entre inervação somática e simpática. Em outras palavras: se a questão fala em Horner e ptose, pense em músculo de Müller, não em elevador da pálpebra. Então o gabarito é a alternativa E, porque o músculo de Müller é o elemento palpebral que perde sua função na denervação simpática da síndrome de Horner. É a fisiologia fazendo o trabalho de detetive: quando o simpático some, a pálpebra denuncia.

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