Assinale a opção que indica o achado que, classicamente, diferencia gastrosquise da onfalocele.
- A)A concomitância com atresia de esôfago.
Errada: atresia de esôfago não é o achado clássico que diferencia gastrosquise de onfalocele.
- B)A concomitância com megacolon congênito.
Errada: megacolon congênito não é a associação típica usada para distinguir essas duas malformações da parede abdominal.
- C)A posição da lesão em relação ao cordão umbilical.
Certa: a posição da lesão em relação ao cordão umbilical é o critério clássico para diferenciar gastrosquise de onfalocele.
- D)A posição da lesão em relação ao coração.
Errada: a relação da lesão com o coração não é usada para essa diferenciação clínica.
- E)A posição da lesão em relação ao diafragma.
Errada: o diafragma não é o referencial anatômico clássico para separar gastrosquise de onfalocele.
Gabarito: C
Gastrosquise e onfalocele são defeitos da parede abdominal do recém-nascido, mas não são a mesma coisa. Na gastrosquise, as alças intestinais herniam para fora do abdome sem cobertura por membrana, geralmente ao lado do umbigo. Na onfalocele, a hérnia fica no próprio anel umbilical e costuma ser revestida por uma membrana. Essa diferença anatômica é a forma clássica de separá-las na prova. Então, o detalhe que mais cai é a posição da lesão em relação ao cordão umbilical. Na gastrosquise, o defeito costuma ser para a direita do cordão; na onfalocele, a lesão é central, no local de inserção umbilical. É uma distinção de bancada de prova: olhar onde está o buraco já resolve boa parte do problema. Outro ponto útil: a onfalocele tem associação mais frequente com outras malformações e síndromes, enquanto a gastrosquise costuma ser mais isolada, embora possa ter complicações intestinais. Isso ajuda a não confundir com as alternativas que tentam te puxar para associações clássicas de outras doenças. Portanto, o gabarito é a letra C, porque a diferença clássica entre gastrosquise e onfalocele é justamente a posição da lesão em relação ao cordão umbilical. A literatura pediátrica e neonatal descreve esse critério anatômico como o principal marcador diferencial.