Relacione as doenças listadas a seguir às medicações utilizadas para o seu tratamento. 1. Eltrombopague 2. Caplacizumab 3. Ponatinibe 4. Ruxolitinibe ( ) Anemia aplástica severa ( ) Leucemia Mieloide Crônica (LMC) ( ) Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT) ( ) Mielofibrose Assinale a opção que apresenta a relação correta, segundo a ordem apresentada.
- A)1, 3, 2 e 4.
Correta, porque associa eltrombopague à anemia aplástica severa, ponatinibe à LMC, caplacizumabe à PTT e ruxolitinibe à mielofibrose.
- B)1, 4, 2 e 3.
Errada, porque troca as indicações de ponatinibe e ruxolitinibe, invertendo drogas que pertencem a doenças diferentes.
- C)4, 2, 3 e 1.
Errada, porque embaralha todos os pares principais, colocando fármacos em doenças que não são suas indicações clássicas.
- D)2, 4, 3 e 1.
Errada, porque caplacizumabe não é tratamento de mielofibrose e ruxolitinibe não é o fármaco da PTT.
- E)4, 3, 2 e 1.
Errada, porque ruxolitinibe e ponatinibe foram invertidos, e eltrombopague não corresponde ao último item da sequência.
Gabarito: A
A questão mistura quatro doenças hematológicas com fármacos bem característicos, daqueles que a banca usa para ver se você reconhece a associação clássica sem tropeçar no nome bonito. O raciocínio aqui é basicamente de “qual remédio ficou famoso em qual doença?”. Na anemia aplástica severa, o eltrombopague entra como estimulador da produção plaquetária e, na prática, também ajuda na recuperação hematológica em alguns casos de falência medular. Já na LMC, o nome-chave é ponatinibe, um inibidor de tirosina-quinase usado especialmente quando há resistência ou mutação T315I. Parece aula de laboratório, mas é isso mesmo: LMC combina com TKI. A PTT é lembrada pelo caplacizumabe, que bloqueia a interação entre o fator de von Willebrand e as plaquetas, ajudando a controlar a microangiopatia trombótica. E a mielofibrose casa com ruxolitinibe, um inibidor de JAK1/JAK2 que reduz sintomas e esplenomegalia. Em outras palavras, o mapa é: 1 para anemia aplástica severa, 3 para LMC, 2 para PTT e 4 para mielofibrose, exatamente como marca o gabarito A. Se você guardar essa sequência por associação, já ganha tempo na prova e evita cair na armadilha de confundir drogas de mesma área terapêutica, mas com indicações bem diferentes.