Jovem, 26 anos, nuligesta, refere que desde a menarca o intervalo entre as menstruações é de 20 dias e a duração é de cinco dias. O exame que identifica o ciclo ovulatório é a dosagem de
- A)GnRH.
GnRH não é usado na prática para identificar ovulação, pois atua no eixo hipotálamo-hipófise e não como marcador do ciclo ovulatório.
- B)Progesterona.
Correta: a progesterona se eleva na fase lútea após a ovulação, sendo o melhor indicador laboratorial de que o ciclo foi ovulatório.
- C)FSH.
FSH participa do recrutamento folicular, mas não confirma ovulação nem serve como marcador do ciclo ovulatório.
- D)Inibina B.
Inibina B reflete principalmente atividade folicular e função ovariana, mas não é o exame clássico para identificar ovulação.
- E)LH.
LH tem o pico que desencadeia a ovulação, porém a dosagem isolada não identifica com segurança um ciclo ovulatório já ocorrido.
Gabarito: B
Para saber se houve ovulação, o exame mais útil é olhar a progesterona na fase lútea. Depois que o folículo rompe e o óvulo é liberado, o corpo lúteo passa a produzir progesterona em quantidade maior. Então, se a sua dosagem estiver elevada na segunda metade do ciclo, isso sugere que o ciclo foi ovulatório. Na prática de prova, a lógica é simples: estrogênio cresce antes da ovulação, o pico de LH dispara a ovulação, e a progesterona sobe depois dela. Por isso, a progesterona funciona como uma espécie de “testemunha” de que a ovulação aconteceu, especialmente quando dosada cerca de 7 dias antes da menstruação esperada. No caso da paciente, o intervalo menstrual curto não muda o raciocínio. O que identifica o ciclo ovulatório não é o hormônio que provoca a ovulação, mas o hormônio que sobe após ela. É exatamente aí que a banca gosta de testar: confundir o evento com o marcador do evento. Então, o gabarito B está correto porque a progesterona é o melhor exame laboratorial para confirmar ovulação em um ciclo menstrual.