É contraindicação absoluta ao uso de fibrinolíticos no infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento de segmento ST (IAMCSST):
- A)AVC isquêmico, nos últimos 3 meses.
Certa: AVC isquêmico nos últimos 3 meses é contraindicação absoluta para fibrinólise no IAMCSST pelo alto risco de hemorragia intracraniana.
- B)gravidez.
Errada: gravidez é situação de alto risco e exige avaliação cuidadosa, mas não é, em regra, contraindicação absoluta isolada.
- C)cirurgia de grande porte < 3 semanas.
Errada: cirurgia de grande porte recente aumenta muito o risco de sangramento e costuma ser contraindicação importante, porém não é a resposta clássica de absoluta na lista cobrada.
- D)uso atual de antagonista da vitamina K.
Errada: uso de antagonista da vitamina K é uma contraindicação relativa, dependendo do INR e do contexto clínico, não absoluta por si só.
- E)úlcera péptica ativa.
Errada: úlcera péptica ativa sugere risco hemorrágico elevado e pode contraindicar fibrinólise, mas a banca costuma reservar a absoluta para outras situações mais típicas.
Gabarito: A
No IAM com supradesnivelamento de ST, a fibrinólise pode salvar miocárdio quando a angioplastia primária não está disponível a tempo. Só que esse benefício vem com uma lista bem séria de contraindicações, porque o remédio literalmente dissolve trombo e pode abrir a porta para sangramentos graves, principalmente no cérebro. Por isso, a prova adora cobrar as situações em que o risco de hemorragia intracraniana fica alto demais para aceitar a trombólise. Entre as contraindicações absolutas, uma das mais clássicas é o AVC isquêmico recente, especialmente nos últimos 3 meses. A lógica é simples: se houve um evento isquêmico cerebral recente, o tecido vascular cerebral ainda está vulnerável, e a fibrinólise pode transformar um problema neurológico em uma catástrofe hemorrágica. É uma regra muito cobrada em cardiologia de emergência. Assim, a alternativa A está correta porque AVC isquêmico nos últimos 3 meses é contraindicação absoluta ao uso de fibrinolíticos no IAMCSST. Esse é o tipo de item que as diretrizes de infarto tratam com bastante rigor, e a banca costuma seguir essa classificação de forma bem literal. As outras opções parecem perigosas, e de fato algumas exigem cautela, mas não entram no mesmo nível de proibição absoluta. Em prova, pense assim: quando o enunciado pede contraindicação absoluta, você deve procurar o cenário com maior risco de sangramento intracraniano ou sangramento ativo importante, não apenas situações que pedem avaliação individualizada.