Assinale a opção que indica as complicações mais comuns do tratamento cirúrgico da acromegalia.
- A)Diabetes Insipidus transitório e secreção inapropriada de hormônio anti-diurético (SIADH).
Certa, porque diabetes insipidus transitório e SIADH são complicações clássicas e frequentes no pós-operatório da cirurgia hipofisária.
- B)Diabetes Insipidus e morte pós-operatória.
Errada, porque diabetes insipidus pode ocorrer, mas morte pós-operatória não é uma complicação comum do procedimento.
- C)Meningite e sinusite.
Errada, porque meningite e sinusite são possíveis, mas não são as complicações mais comuns do tratamento cirúrgico da acromegalia.
- D)Sinusite e diabetes Insipidus permanente.
Errada, porque sinusite pode ocorrer, mas diabetes insipidus permanente é menos comum do que o transitório e não forma o par clássico pedido.
- E)Paralisia óculomotora e sinusite.
Errada, porque paralisia óculomotora é uma complicação bem menos frequente e sinusite não representa a dupla mais típica do pós-operatório.
Gabarito: A
A acromegalia, na maioria das vezes, é tratada cirurgicamente por via transesfenoidal, buscando remover o adenoma hipofisário secretor de GH. Como em qualquer cirurgia dessa região, o pós-operatório pode mexer com o eixo hipotálamo-hipófise e com a manipulação da hipófise e da haste, então alguns distúrbios hidroeletrolíticos aparecem com certa frequência. O clássico é o diabetes insipidus transitório, por queda passageira na liberação de ADH, e também a secreção inapropriada de hormônio antidiurético (SIADH), que pode surgir na sequência da cirurgia. É aquela situação em que a glândula fica “sensível” demais ao trauma cirúrgico e o controle fino da água corporal dá um pequeno tropeço. Por isso, a alternativa A está correta: ela reúne as complicações mais comuns do tratamento cirúrgico da acromegalia, especialmente após abordagem transesfenoidal. O quadro pode ser bifásico, com DI transitório inicialmente e, em alguns casos, SIADH depois, exigindo monitorização de diurese, sódio e osmolaridade. Na prática, o foco é vigiar o paciente no pós-operatório, porque a cirurgia pode ser muito eficaz, mas não é exatamente uma operação “sem sustos”. As demais alternativas misturam complicações possíveis, porém não as mais comuns. Infecções como meningite e sinusite existem, mas não lideram a lista típica; paralisia oculomotora também pode ocorrer, mas é bem menos frequente. DI permanente é bem menos comum que o transitório, e morte pós-operatória não pode ser tratada como complicação mais comum. Resumo para prova: cirurgia transesfenoidal da acromegalia pede atenção ao pós-operatório endócrino, com destaque para DI transitório e SIADH. Se a banca falar em complicação comum, pense primeiro em distúrbio de água e sódio antes de imaginar algo mais raro ou dramático.