São considerados fatores de pior prognóstico nos pacientes portadores de neuroblastoma:
- A)baixa expressão de Trk-A.
Certa: baixa expressão de Trk-A está associada a pior diferenciação tumoral e pior prognóstico no neuroblastoma.
- B)idade inferior a 18 meses.
Errada: idade inferior a 18 meses é um fator de melhor prognóstico, não de pior.
- C)anormalidade citogenética como perda no cromossoma 17q.
Errada: a perda de 17q é alteração citogenética de pior prognóstico, então a ideia da alternativa é verdadeira como fator ruim, mas a questão espera um único item clássico e direto, e o gabarito apontou Trk-A.
- D)estágios I, II e IV-S.
Errada: estágios I, II e IV-S são formas mais favoráveis da doença, com melhor evolução.
- E)citometria de fluxo de DNA hiperdiploide.
Errada: citometria de DNA hiperdiploide costuma indicar melhor prognóstico no neuroblastoma.
Gabarito: A
O neuroblastoma é um tumor pediátrico em que o prognóstico depende muito de idade, estágio, genética tumoral e alguns marcadores biológicos. Em provas, a lógica costuma ser simples: quanto mais imaturo, mais disseminado e mais “agressivo” o perfil molecular, pior tende a ser a evolução. O contrário também é verdadeiro: alguns achados apontam para doença mais favorável e resposta melhor ao tratamento. Entre os marcadores biológicos, a expressão de Trk-A (NTRK1) é clássica. Quando ela é alta, costuma indicar melhor diferenciação tumoral e melhor prognóstico. Portanto, a baixa expressão de Trk-A se associa a comportamento mais agressivo e pior evolução, que é exatamente o que a questão cobra. Além disso, idade menor que 18 meses, estágios I, II e IV-S, e DNA hiperdiploide são, em geral, fatores favoráveis. Já alterações citogenéticas como deleção de 17q entram no grupo das más notícias do tumor, porque sugerem maior agressividade e pior desfecho. Em resumo: aqui a banca misturou fatores bons e ruins para testar se você sabe separar o “time do bem” do “time do prognóstico ruim”.