Em relação ao diagnóstico de osteomielite, assinale a afirmativa correta.
- A)A radiografia óssea apesar de baixa sensibilidade, costuma apresentar alterações a partir da primeira semana de doença.
Errada: a radiografia simples tem baixa sensibilidade e, na prática, costuma demorar mais do que a primeira semana para mostrar alterações típicas.
- B)As alterações radiológicas suspeitas devem ser biopsiadas e enviadas para cultura e histologia.
Certa: diante de imagem suspeita, a biópsia da lesão com envio para cultura e histologia é o melhor passo para confirmar e identificar o agente.
- C)Em pacientes com fístula a cultura do swab da lesão é determinante para o isolamento do agente infeccioso
Errada: swab de fístula costuma captar colonização superficial e não é determinante para definir o microrganismo do foco ósseo.
- D)A velocidade de hemossedimentação e proteína C reativa são úteis para o diagnóstico devido a alta especificidade.
Errada: VHS e proteína C reativa ajudam como marcadores inespecíficos de inflamação, mas não têm alta especificidade diagnóstica.
- E)As modalidades nucleares têm a vantagem de ter maior especificidade para diagnóstico de infecção.
Errada: exames de medicina nuclear tendem a ser sensíveis, mas a especificidade costuma ser limitada, especialmente em contextos inflamatórios ou pós-operatórios.
Gabarito: B
Na osteomielite, o diagnóstico não deve ficar preso apenas à imagem inicial, porque radiografia simples pode demorar a mostrar alterações. Em geral, os sinais radiológicos aparecem depois de alguns dias ou até semanas, então uma radiografia normal no começo não exclui a doença. O exame de imagem ajuda, mas quem fecha melhor o raciocínio é a avaliação do material da lesão quando há suspeita forte. Por isso, quando a imagem sugere osteomielite, especialmente em lesão com aspecto compatível, o ideal é obter amostra do osso ou do foco infeccioso para cultura e histologia. Isso é importante porque o tratamento certo depende de identificar o agente e confirmar que o processo é realmente infeccioso. Em outras palavras: imagem aponta o caminho, biópsia mostra quem foi o culpado. Marcadores inflamatórios como VHS e proteína C reativa são úteis para acompanhar atividade e resposta ao tratamento, mas não têm alta especificidade para diagnosticar sozinhos. Já a cultura de swab de fístula costuma refletir colonização da pele ou do trajeto, e não necessariamente o germe do osso. Modalidades nucleares podem ser sensíveis, mas não são as campeãs de especificidade. Assim, o gabarito está na alternativa B, porque alterações radiológicas suspeitas devem ser confirmadas por biópsia, com envio para cultura e histologia, que é a forma mais confiável de definir o diagnóstico etiológico da osteomielite.