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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

As displasias esqueléticas são um grupo grande e bastante heterogêneo de doenças. Atualmente, muitas são detectadas ainda durante a gestação, porém o diagnóstico etiológico é desafiador. Em relação a avaliação pré-natal das displasias esqueléticas, assinale a afirmativa correta.

Gabarito: D

Na avaliação pré-natal das displasias esqueléticas, o ponto central não é “adivinhar” a doença só pelo osso curto, mas estimar gravidade e viabilidade fetal. A ultrassonografia é a grande estrela: mede ossos longos, observa mineralização, forma do tórax, presença de fraturas e proporções corporais. Em vários casos, o diagnóstico etiológico definitivo só vem depois, com estudo molecular ou avaliação pós-natal. A alternativa correta é a D porque a relação entre a circunferência torácica e a craniana, assim como entre a torácica e a abdominal, ajuda a avaliar se o tórax é pequeno demais para uma ventilação adequada. Em outras palavras: não basta notar que há encurtamento ósseo; é preciso verificar se o tórax é compatível com a vida extrauterina. Tórax muito estreito sugere risco de hipoplasia pulmonar, que é uma das principais causas de mau prognóstico nessas gestações. Esse raciocínio é clássico na ultrassonografia obstétrica especializada em displasias esqueléticas. Quando o tórax é desproporcionalmente pequeno, o feto pode ter dificuldade respiratória grave ao nascer, então essas medidas entram na avaliação prognóstica. A ideia aqui é menos “nome da doença” e mais “o bebê consegue ou não respirar depois?”. As demais alternativas tentam misturar achados de imagem, genética e diagnóstico pós-natal como se fossem equivalentes, mas não são. Em prova, a banca gosta muito dessa confusão entre diagnóstico etiológico e avaliação de risco fetal. Aqui, o que decide é a análise das proporções torácicas, um marcador importante de viabilidade fetal.

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