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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Não há indicação de toracotomia de urgência, no paciente de trauma torácico que apresente

Gabarito: D

A toracotomia de urgência no trauma torácico entra em cena quando o paciente está sangrando muito, perdendo ar de forma importante ou com lesão cardíaca grave. É uma medida de salvamento, não de conforto: a ideia é abrir o tórax para controlar a hemorragia, descomprimir o coração ou corrigir uma fuga aérea que não melhora com drenagem. Em geral, as indicações clássicas incluem tamponamento cardíaco, hemotórax maciço, fuga de ar importante com pulmão que não expande e sangramento persistente em grande volume pelo dreno. O ponto-chave da questão é que tórax instável com contusão pulmonar, apesar de ser uma lesão séria, não é indicação de toracotomia de urgência. O tratamento costuma ser clínico e de suporte, com analgesia adequada, oxigênio e, quando necessário, ventilação mecânica. Ou seja: é caso de cuidar bem do pulmão machucado, não de sair abrindo o tórax sem uma indicação cirúrgica de salvamento. Na prática, a banca costuma cobrar a diferença entre lesão grave e indicação cirúrgica imediata. Nem todo trauma torácico impressiona na imagem clínica vira toracotomia. O que manda aqui é a presença de sangramento maciço, falha de drenagem com pulmão não expandindo ou tamponamento. Isso é a lógica clássica do trauma torácico descrita em protocolos de ATLS.

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