Não há indicação de toracotomia de urgência, no paciente de trauma torácico que apresente
- A)tamponamento cardíaco.
Correta como indicação de toracotomia de urgência, porque o tamponamento cardíaco pode exigir intervenção imediata para descompressão e controle da causa.
- B)hemotórax com drenagem inicial maior que 1500mL.
Correta como indicação de toracotomia de urgência, pois hemotórax com drenagem inicial maior que 1500 mL sugere sangramento maciço.
- C)fuga de ar maciça sem expansão pulmonar pós drenagem tubular.
Correta como indicação de toracotomia de urgência, porque fuga de ar maciça com não expansão pulmonar após drenagem sugere lesão brônquica ou fistulização importante.
- D)tórax instável com contusão pulmonar
Errada, porque tórax instável com contusão pulmonar geralmente é tratado de forma conservadora e com suporte ventilatório, não sendo indicação clássica de toracotomia de urgência.
- E)drenagem persistente de mais de 250mL de sangue, por hora, durante 4 horas ou mais.
Correta como indicação de toracotomia de urgência, já que drenagem sanguinolenta persistente em grande volume indica sangramento em curso.
Gabarito: D
A toracotomia de urgência no trauma torácico entra em cena quando o paciente está sangrando muito, perdendo ar de forma importante ou com lesão cardíaca grave. É uma medida de salvamento, não de conforto: a ideia é abrir o tórax para controlar a hemorragia, descomprimir o coração ou corrigir uma fuga aérea que não melhora com drenagem. Em geral, as indicações clássicas incluem tamponamento cardíaco, hemotórax maciço, fuga de ar importante com pulmão que não expande e sangramento persistente em grande volume pelo dreno. O ponto-chave da questão é que tórax instável com contusão pulmonar, apesar de ser uma lesão séria, não é indicação de toracotomia de urgência. O tratamento costuma ser clínico e de suporte, com analgesia adequada, oxigênio e, quando necessário, ventilação mecânica. Ou seja: é caso de cuidar bem do pulmão machucado, não de sair abrindo o tórax sem uma indicação cirúrgica de salvamento. Na prática, a banca costuma cobrar a diferença entre lesão grave e indicação cirúrgica imediata. Nem todo trauma torácico impressiona na imagem clínica vira toracotomia. O que manda aqui é a presença de sangramento maciço, falha de drenagem com pulmão não expandindo ou tamponamento. Isso é a lógica clássica do trauma torácico descrita em protocolos de ATLS.