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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Na Endocardite Infecciosa (EI), a discussão pelo Heart Team é a melhor forma de se chegar à indicação e ao momento da cirurgia. As opções a seguir apresentam situações em que a cirurgia precoce deve ser pensada, à exceção de uma. Assinale-a.

Gabarito: A

Na endocardite infecciosa, a cirurgia precoce entra em cena quando há risco alto de morte, embolia ou falha do tratamento clínico. Em geral, o Heart Team avalia três grandes motivos: insuficiência cardíaca por disfunção valvar, infecção fora de controle e prevenção de eventos embólicos em casos selecionados. Ou seja, não é uma cirurgia para todo mundo, mas também não dá para esperar a situação piorar quando o quadro já acendeu o alerta vermelho. A alternativa A está correta porque, sozinha, descreve pacientes que ainda não apresentam disfunção valvar nem sinais de insuficiência cardíaca, isto é, não há um dos principais gatilhos para cirurgia precoce. Na prática, a indicação cirúrgica costuma surgir quando a lesão valvar gera repercussão hemodinâmica, quando há abscesso, bloqueio de condução, germes agressivos ou embolização recorrente, e não simplesmente pela presença da endocardite sem complicações. As diretrizes europeias de cardiologia e a prática consagrada do Heart Team orientam que a cirurgia seja considerada precocemente em casos de IC, infecção não controlada e prevenção de embolias em situações de maior risco. Então, se o enunciado pede a exceção, a pista está justamente na ausência de disfunção valvar e de insuficiência cardíaca, que enfraquece a indicação cirúrgica imediata.

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