Paciente internado na Unidade Coronariana, 70 anos, hipertenso, com quadro de cardiopatia grave, apresentou o seguinte resultado de gasometria: pH = 7,51, PaCO₂ = 29mmHg e HCO₃ = 20mEq/L. Esses valores indicam um quadro de
- A)acidose mista.
Errada, porque não há acidemia, e os dados não mostram dois distúrbios ácidos simultâneos.
- B)alcalose respiratória.
Certa, porque o pH está alto e o PaCO2 está baixo, caracterizando alcalose de origem respiratória.
- C)acidose respiratória.
Errada, porque na acidose respiratória o CO2 estaria elevado e o pH tenderia a cair.
- D)alcalose metabólica.
Errada, porque na alcalose metabólica o HCO3 estaria elevado, e aqui ele está reduzido.
- E)acidose respiratória aguda.
Errada, porque acidose respiratória aguda cursa com aumento do CO2, não com sua redução.
Gabarito: B
Aqui a chave é olhar primeiro o pH: 7,51 indica alcalemia, ou seja, o sangue está mais alcalino do que o normal. Em seguida, o PaCO2 está baixo (29 mmHg), e isso aponta para perda de CO2, que é exatamente o mecanismo da alcalose respiratória. Pense assim: se o paciente hiperventila, ele “sopra” CO2 para fora e o pH sobe. O bicarbonato (HCO3 = 20 mEq/L) está um pouco reduzido, o que sugere uma compensação metabólica inicial. Em quadros respiratórios, os rins tentam corrigir o desequilíbrio retendo ou eliminando bicarbonato conforme o caso, mas essa resposta é mais lenta. Como o pH ainda está alcalêmico e o CO2 está claramente baixo, o distúrbio primário é respiratório. Então, o padrão é de alcalose respiratória, provavelmente em um contexto de hiperventilação do paciente grave internado em unidade coronariana. Em prova, faça sempre a sequência: veja o pH, identifique se é acidemia ou alcalemia, depois descubra se a alteração principal vem do CO2 (respiratória) ou do bicarbonato (metabólica). É um método simples que evita muita confusão.