Com o uso da punção biópsia guiada por EBUS, no diagnóstico de adenomegalia, é possível acessar lesões que comprometam as seguintes cadeias de linfonodos, à exceção da
- A)4L.
Correta, porque a estação 4L é paratraqueal esquerda e pode ser acessada pelo EBUS.
- B)4R.
Correta, porque a estação 4R é paratraqueal direita e está entre os alvos clássicos do EBUS.
- C)5.
Errada, porque a estação 5 fica na janela aortopulmonar e não é acessível diretamente por EBUS.
- D)7.
Correta, porque a estação 7 é subcarinal e é uma das mais facilmente amostradas pelo EBUS.
- E)10R.
Correta, porque a estação 10R é hilar e pode ser biopsiada por EBUS em muitos casos.
Gabarito: C
A punção aspirativa por agulha guiada por EBUS (ultrassom endobrônquico) é uma ferramenta muito útil no estadiamento e no diagnóstico de adenomegalias torácicas, porque permite acessar linfonodos mediastinais e hilares a partir da árvore brônquica. Na prática, ela costuma alcançar bem os linfonodos paratraqueais e subcarinais, além de alguns hilares, com boa acurácia para câncer de pulmão e outras causas de linfonodomegalia mediastinal. Os grupos mais clássicos acessados pelo EBUS incluem as cadeias 4R, 4L, 7 e também 10R/10L e 11, dependendo da anatomia e do equipamento. Isso faz da técnica um método menos invasivo que a cirurgia e muito usado para confirmar doença em linfonodos suspeitos. A exceção da questão é a cadeia 5. Esse linfonodo fica na janela aortopulmonar, em posição mais lateral e fora do trajeto habitual do broncoscópio, o que impede o acesso direto pelo EBUS. Quando há necessidade de amostragem dessa estação, costuma-se pensar em EUS, mediastinotomia ou outras abordagens cirúrgicas, não em EBUS isoladamente. Por isso, o gabarito é a alternativa C. A banca explora justamente o limite anatômico da técnica: o EBUS vê muito bem o mediastino central e os hilos, mas não alcança a estação 5.