O Aneurisma de Aorta Torácica é menos prevalente que o da Aorta Abdominal, porém com a evolução da qualidade dos exames de imagem, há cada vez mais diagnósticos desta patologia. Sobre o Aneurisma de Aorta Torácica, em relação às Zonas de Ishimaru, a zona 2 corresponde
- A)à aorta ascendente proximal ao tronco braquiocefálico.
Errada: descreve a aorta ascendente proximal ao tronco braquiocefálico, que corresponde à zona 0, e não à zona 2.
- B)à parte a partir da artéria subclávia esquerda até a aorta descendente proximal.
Errada: esse trecho fica mais próximo da transição para a aorta descendente e não corresponde à zona 2 de Ishimaru.
- C)à parte do arco entre o tronco braquicefálico e a artéria comum esquerda.
Errada: esse segmento entre o tronco braquiocefálico e a carótida comum esquerda é a zona 1, não a zona 2.
- D)ao segmento do arco entre carótida comum esquerda e a artéria subclávia esquerda.
Certa: a zona 2 é o segmento do arco entre a carótida comum esquerda e a artéria subclávia esquerda.
- E)ao segmento médio da aorta descendente.
Errada: a aorta descendente média não corresponde à divisão do arco em zonas de Ishimaru e fica além da região perguntada.
Gabarito: D
As zonas de Ishimaru são um jeito prático de dividir o arco aórtico e a aorta torácica para planejar procedimentos endovasculares. Em vez de pensar apenas em nomes anatômicos soltos, você organiza a aorta como se ela tivesse “pontos de referência” importantes, principalmente os ramos do arco: tronco braquiocefálico, carótida comum esquerda e subclávia esquerda. A lógica é simples: a zona 0 fica na aorta ascendente, antes do tronco braquiocefálico; a zona 1 fica entre o tronco braquiocefálico e a carótida comum esquerda; a zona 2 fica entre a carótida comum esquerda e a subclávia esquerda; e a zona 3 já segue após a subclávia esquerda, em direção à aorta descendente. Essa divisão é muito cobrada em contexto de aneurisma e de reparo endovascular do arco aórtico. Por isso, o gabarito D está correto: a zona 2 corresponde ao segmento do arco entre a carótida comum esquerda e a artéria subclávia esquerda. É justamente o trecho final do arco aórtico antes de a circulação entrar na aorta descendente. Se você guardar apenas uma imagem mental, pense em “ordem dos ramos do arco” e vá numerando os espaços entre eles. Na prova, a banca costuma trocar um nome por outro para ver se você sabe localizar cada zona sem decorar no susto.