O Sinal de Nikolky é positivo em
- A)Mastocitose.
Errada: mastocitose costuma cursar com lesões por acúmulo de mastócitos, não com descolamento epidérmico ao atrito.
- B)Psoríase.
Errada: psoríase é uma dermatosе inflamatória crônica com placas descamativas, mas não apresenta sinal de Nikolsky positivo.
- C)Pênfigo.
Certa: no pênfigo há perda de adesão entre queratinócitos, deixando a epiderme frágil e com Nikolsky positivo.
- D)Hanseníase.
Errada: hanseníase acomete pele e nervos periféricos, mas não é doença típica de descolamento cutâneo ao atrito.
- E)Porfíria.
Errada: porfirias podem causar fotossensibilidade e bolhas, porém o sinal de Nikolsky não é o achado característico.
Gabarito: C
O sinal de Nikolsky é um achado clínico em que a pele se desprende com leve fricção ou pressão lateral, como se a epiderme fosse uma "tampa mal encaixada". Isso acontece quando há perda de adesão entre os queratinócitos, ou seja, a camada superficial da pele fica frágil e se solta com facilidade. Esse sinal é clássico dos quadros bolhosos intraepidérmicos, especialmente o pênfigo, em que há autoanticorpos contra proteínas de adesão celular, como as desmogleínas. Resultado: a pele rompe com facilidade e o sinal de Nikolsky tende a ser positivo. Na prática de prova, se a questão falar em fragilidade cutânea com descolamento ao atrito, pense primeiro em pênfigo. É uma associação muito cobrada porque diferencia doenças bolhosas autoimunes de outras dermatoses que não têm essa característica. Portanto, o gabarito é a letra C. No pênfigo, o sinal de Nikolsky é positivo justamente pela acantólise e pela perda de coesão entre as células da epiderme.