Assinale a opção que indica o achado ecocardiográfico mais provável de ser observado na cardite reumática aguda.
- A)Regurgitação aórtica.
Errada, porque regurgitação aórtica pode ocorrer, mas o achado mais frequente e característico na cardite reumática aguda é o comprometimento mitral.
- B)Estenose aórtica.
Errada, porque estenose aórtica é uma lesão crônica degenerativa ou reumática tardia, não o padrão esperado na fase aguda.
- C)Estenose mitral.
Errada, porque estenose mitral é típica de doença reumática crônica cicatricial, com fusão comissural e deformidade valvar.
- D)Regurgitação mitral.
Certa, porque a cardite reumática aguda cursa com valvulite e insuficiência mitral por inflamação, edema e falha de coaptação das cúspides.
- E)Estenose tricúspide.
Errada, porque estenose tricúspide é incomum e não representa o achado ecocardiográfico típico da cardite reumática aguda.
Gabarito: D
Na cardite reumática aguda, o coração entra em cena como um órgão inflamado por reação autoimune após infecção por estreptococo beta-hemolítico do grupo A. O achado ecocardiográfico mais típico é a valvulite, e a válvula mitral costuma ser a grande protagonista, com regurgitação por espessamento, edema das cúspides e má coaptação. Na fase aguda, o problema não é estenose fixa. Isso é coisa de lesão crônica, com cicatrização, fusão de comissuras e deformidade valvar ao longo do tempo. Aqui, o que voce espera ver no eco é refluxo, especialmente mitral, muitas vezes com envolvimento associado de outras valvas, mas a mitral é a campeã absoluta. Por isso, a alternativa D está correta: a regurgitação mitral é o achado ecocardiográfico mais provável na cardite reumática aguda. Em provas, pense assim: febre reumática aguda gosta de inflamar a valva, não de estreitá-la de imediato. O eco ajuda muito porque detecta mesmo insuficiência leve, que pode confirmar cardite subclínica. Em termos doutrinários, isso está alinhado aos critérios de Jones revisados, que valorizam evidência de cardite clínica ou subclínica ao ecocardiograma. Em resumo: na fase aguda, a valva “vaza”; na fase crônica, ela pode “apertar”.