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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Um neonato de mãe com sífilis na gestação sem tratamento adequado apresenta os seguintes exames complementares: LCR com 10 células/mm3, proteinorraquia de 120mg/mL e VDRL reagente 1:2. Sobre o caso relatado, assinale a afirmativa correta.

Gabarito: D

Na sífilis congênita, o raciocínio em recém-nascido não depende só do exame de sangue, mas também da avaliação do líquor quando há suspeita de acometimento do SNC. Isso porque o Treponema pode atingir o sistema nervoso central muito cedo, e o VDRL no LCR é um achado bem importante, quando reage, para neurossífilis. Aqui, o ponto-chave é justamente esse: o neonato tem VDRL reagente no líquor, em titulação 1:2. Além disso, a interpretação do LCR em recém-nascidos é mais sensível e precisa ser feita com os limites esperados para a idade. Mesmo que a celularidade e a proteinorraquia possam gerar dúvida em outros contextos, o VDRL no líquor reagente já pesa muito a favor de acometimento neurológico. Em prova, isso costuma bastar para firmar neurossífilis congênita, especialmente em um bebê de mãe com sífilis sem tratamento adequado. Ou seja: não é um caso de “sífilis congênita qualquer” apenas. O exame do líquor mostra infecção no SNC, o que desloca o diagnóstico para neurossífilis congênita. A banca quer que você perceba que VDRL reagente no LCR não é detalhe decorativo, é pista forte demais para ser ignorada. Então o gabarito é a letra D. Em linguagem de prova: mãe sem tratamento adequado + LCR com VDRL reagente = neurossífilis congênita até prova muito convincente em contrário.

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