Mulher, 39 anos, com história de laqueadura tubária há 10 anos, deseja uma nova gravidez. Para esse caso, deve ser indicado
- A)inseminação artificial.
Errada, porque inseminação artificial depende de trompas pérvias, então não resolve o bloqueio tubário da laqueadura.
- B)salpingoplastia laparoscópica.
Errada, pois a salpingoplastia laparoscópica é uma tentativa de reversão tubária, mas não é a melhor indicação na paciente de 39 anos que deseja engravidar com maior previsibilidade.
- C)fertilização in vitro.
Certa, porque a fertilização in vitro contorna o fator tubário e é a melhor opção após laqueadura, especialmente com idade materna mais avançada.
- D)salpingotomia.
Errada, porque salpingotomia é procedimento usado sobretudo em gravidez ectópica tubária, não para restaurar fertilidade após laqueadura.
- E)injeção intra-citoplasmática de esermatozoides.
Errada, pois a injeção intracitoplasmática de espermatozoides é técnica laboratorial que pode ser parte da FIV, mas não é a indicação isolada principal para resolver a laqueadura.
Gabarito: C
A laqueadura tubária é um método contraceptivo cirúrgico e, quando a mulher deseja engravidar depois, existem duas estratégias principais: tentar reverter as trompas ou partir para reprodução assistida. O detalhe que muda o jogo aqui é a idade da paciente: com 39 anos, a chance de sucesso da reversão tubária cai e ainda existe o risco de demora para engravidar, enquanto o tempo reprodutivo vai correndo. Nessa situação, a conduta mais indicada costuma ser a fertilização in vitro, porque ela contorna as trompas e permite gravidez mesmo após a laqueadura. Em termos práticos, é o caminho mais eficiente quando a gestação é desejada e há fator tubário definitivo. A cirurgia de reversão pode até existir em casos selecionados, mas não é a melhor escolha geral para essa faixa etária. Por isso, o gabarito C está correto.