Durante um procedimento de EBUS há achado ultrassonográfico compatível com cisto de mediastino. Assinale a opção que indica o procedimento correto.
- A)Puncionar a lesão e enviar material para análise microbiológica e citopatológica.
Errada, porque cisto de mediastino típico não deve ser puncionado, já que a punção aumenta o risco de infecção e costuma ter baixo valor diagnóstico.
- B)Referir para tratamento cirúrgico devido ao potencial de malignidade.
Errada, porque cisto mediastinal não implica, por si só, indicação de cirurgia devido a malignidade; a conduta depende do contexto e do aspecto da lesão.
- C)Descrever os achados ultrassonográficos característicos de cisto de mediastino e não puncionar a lesão.
Certa, pois o achado ultrassonográfico típico de cisto de mediastino deve ser descrito e a lesão não deve ser puncionada.
- D)Referir para endoscopia digestiva e realizar drenagem do cisto guiada para o esôfago.
Errada, porque não se indica drenagem para o esôfago como conduta padrão de cisto mediastinal identificado no EBUS.
- E)Puncionar a lesão cística e instilar antibiótico através da agulha de EBUS.
Errada, porque instilar antibiótico por agulha de EBUS não é conduta usual e a punção do cisto em si já deve ser evitada quando o aspecto é típico.
Gabarito: C
Em EBUS, nem toda lesão vista no ultrassom deve ser puncionada. Quando o achado é compatível com cisto de mediastino, a conduta mais segura costuma ser reconhecer o padrão ultrassonográfico e evitar a punção. Isso porque cistos mediastinais têm conteúdo líquido estéril na maioria das vezes e a agulha pode transformar um problema simples em complicação desnecessária, como infecção do cisto. Na prática, o raciocínio é: se o aspecto é típico de cisto, você descreve os achados e não faz biópsia por EBUS. A imagem costuma mostrar lesão anecoica ou hipoecoica, bem delimitada, sem vascularização interna, sugerindo conteúdo líquido. Nesses casos, o diagnóstico é principalmente radiológico/endoscópico, não histológico. A alternativa C está correta justamente por refletir essa conduta conservadora. O objetivo do EBUS é ajudar a caracterizar e amostrar lesões quando isso traz ganho diagnóstico real, mas cisto típico não é uma boa indicação de punção. Em provas, a banca gosta dessa ideia: lesão com cara de cisto não deve ser espetada por esporte, porque o risco pode ser maior que o benefício. Já a dúvida costuma aparecer porque muita lesão mediastinal em EBUS vai para punção, mas cisto é exceção importante. A lógica doutrinária é evitar procedimentos invasivos quando a imagem é suficientemente típica e quando a intervenção pode aumentar complicações sem acrescentar informação útil.