O local no trato gastrintestinal onde mais frequentemente ocorrem estenoses pós quadros de enterocolite necrotizante, é o
- A)jejuno.
Jejuno não é o local mais frequente de estenose pós-NEC, embora o intestino delgado possa ser afetado em alguns casos.
- B)íleo proximal.
Íleo proximal não é o sítio clássico mais cobrado para essa complicação tardia da enterocolite necrotizante.
- C)íleo distal.
Íleo distal pode sofrer comprometimento, mas não é o local mais frequente das estenoses pós-NEC.
- D)duodeno.
Duodeno é uma localização pouco típica para estenose após enterocolite necrotizante.
- E)cólon.
Correta: o cólon é o local mais frequentemente acometido por estenoses pós-quadros de enterocolite necrotizante.
Gabarito: E
A enterocolite necrotizante é uma emergência neonatal que pode deixar uma sequela bem típica: a formação de estenoses intestinais semanas depois do quadro agudo. E, quando isso acontece, o local mais frequentemente acometido é o cólon, especialmente por ser uma área muito vulnerável ao insulto isquêmico e inflamatório da doença. Em provas, a lógica é lembrar que a complicação tardia mais cobrada não é no delgado, mas no intestino grosso. Essas estenoses pós-NEC costumam aparecer após a fase de recuperação clínica, quando o bebê já parecia melhor e começa a ter distensão abdominal, vômitos ou dificuldade para evacuar. Isso pega muita gente de surpresa porque o problema não está mais no momento agudo, mas na cicatrização e no estreitamento do segmento intestinal lesado. Por isso, o gabarito é a alternativa E. O cólon é o sítio mais frequentemente descrito para estenoses pós enterocolite necrotizante, e isso é um clássico de gastroenterologia pediátrica. Se você lembrar dessa associação, já elimina as opções do intestino delgado com boa tranquilidade. Em resumo: NEC pode “deixar marca” depois de melhorar, e essa marca costuma aparecer no cólon. A banca gosta exatamente dessa associação clínica direta, sem firula: doença neonatal grave, complicação tardia e topografia mais cobrada.