Os mais frequentes fatores precipitantes de crise tireotóxica estão listados a seguir, à exceção de um. Assinale-o.
- A)Insuficiência cardíaca congestiva.
Certo como precipitante, porque a insuficiência cardíaca congestiva é um estressor importante e pode descompensar a tireotoxicose.
- B)Cetoacidose diabética.
Certo como precipitante, pois a cetoacidose diabética é um quadro metabólico grave que pode desencadear crise tireotóxica.
- C)Uso de glicocorticoides exógenos.
Errado, porque glicocorticoides exógenos são usados no tratamento da crise tireotóxica, não como gatilho típico.
- D)Infecções.
Certo como precipitante, já que infecções estão entre os fatores mais comuns de desencadeamento.
- E)Indução anestésica.
Certo como precipitante, porque a indução anestésica e procedimentos cirúrgicos podem precipitar a crise.
Gabarito: C
A crise tireotóxica é uma emergência endocrinológica em que o hipertireoidismo fica descompensado de forma grave, geralmente por algum estressor que “empurra” o organismo além do limite. Os gatilhos mais clássicos são infecções, cirurgia, trauma, infarto, cetoacidose diabética, insuficiência cardíaca e a indução anestésica, que podem aumentar a demanda metabólica ou piorar o controle clínico. Na prova, a ideia é reconhecer o que costuma precipitar a crise e o que, pelo contrário, costuma fazer parte do tratamento de suporte. Glicocorticoides exógenos são usados na crise tireotóxica para reduzir a conversão periférica de T4 em T3 e para cobrir possível insuficiência adrenal relativa. Ou seja: não são um precipitante típico, mas uma medida terapêutica. Por isso, o gabarito é a letra C. As demais alternativas representam situações bem conhecidas como fatores desencadeantes ou agravantes do quadro. Em questões de concurso, a banca costuma cobrar essa lógica simples: crise tireotóxica gosta de estresse agudo, descompensação clínica e procedimento invasivo. Glicocorticoide entra na cena como “socorro”, não como vilão.