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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

A doença renal diabética (DRD) é uma das principais causas de doença reenal crônica (DRC), sendo uma causa frequente de doença renal em estágio terminal, devendo-se ter uma ampla abordagem do tratamento, com algumas considerações específicas, visando o adequado controle da doença e suas complicações. Neste contexto, todas as recomendações a seguir são importantes para o controle da DRD, à exceção de uma. Assinale-a.

Gabarito: E

A doença renal diabética exige um pacote de medidas, não uma única ação milagrosa. Em geral, o tratamento passa por controle da glicemia, da pressão arterial, redução de albuminúria, orientação de estilo de vida e, em muitos pacientes, proteção cardiovascular com estatina e bloqueio do sistema renina-ანგiotensina. Quando há hipertensão e albuminúria, o uso inicial de IECA ou BRA é clássico, porque reduz progressão da lesão renal. Porém, usar IECA e BRA juntos não é uma boa ideia: apesar de parecer mais potente, essa dupla aumenta risco de hipotensão, hiperpotassemia e piora da função renal, sem benefício líquido consistente. A mesma lógica vale para combinar esses fármacos com inibidor direto da renina. Nas diretrizes atuais, como KDIGO e ADA, a preferência é por monoterapia com bloqueio do sistema renina-angiotensina, ajustada conforme tolerância e monitorização de creatinina e potássio. Além disso, em diabetes tipo 2 com DRD e albuminúria, os inibidores de SGLT2 ganharam papel importante por proteção renal e cardiovascular. Por isso, a alternativa E está errada: ela sugere uma terapia combinada que não deve ser recomendada na DRD, mesmo em cenários de albuminúria importante e doença isquêmica associada.

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