O uso da ressonância magnética em Mastologia teve início após a década de 1980. O aprimoramento e padronização do exame trouxe projeção e aumentou a importância dessa ferramenta de auxílio do especialista. A seguir, estão indicações para realização desse exame, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Na avaliação de pacientes com suspeita de rotura intracapsular do implante de silicone.
Certa, porque a ressonância é muito útil na suspeita de rotura intracapsular de implante de silicone.
- B)No rastreamento de pacientes de alto risco, principalmente as com mutações patogênicas dos genes BRCA1 e BRCA 2.
Certa, pois o rastreamento de pacientes de alto risco, como portadoras de mutações BRCA1/BRCA2, é indicação consagrada de ressonância.
- C)Na avaliação da resposta pós quimioterapia neoadjuvante.
Certa, porque a ressonância avalia bem a resposta tumoral à quimioterapia neoadjuvante.
- D)Para pacientes com mamas densas e achados de calcificações amorfas e agrupadas na mamografia de rastreamento.
Errada, porque calcificações amorfas e agrupadas são melhor avaliadas pela mamografia e pela biópsia quando indicado, não sendo indicação clássica de ressonância.
- E)Na investigação de pacientes com hipótese diagnóstica de carcinoma oculto de mama.
Certa, já que a ressonância é indicada na investigação de carcinoma oculto de mama quando a avaliação inicial não localiza o tumor primário.
Gabarito: D
A ressonância magnética da mama virou uma ferramenta muito importante porque consegue enxergar melhor a extensão de certas lesões e situações em que a mamografia e a ultrassonografia ficam curtas. Ela é especialmente útil quando a pergunta clínica é bem específica: avaliar implante, rastrear paciente de alto risco, checar resposta à quimioterapia neoadjuvante ou investigar carcinoma oculto. Nesse cenário, ela ajuda bastante e pode mudar conduta. Mas nem tudo que parece "suspeito" na mamografia pede ressonância. Quando o achado principal é calcificação, a mamografia ainda é o exame mais sensível para detectar esse tipo de alteração. A ressonância não é o melhor método para caracterizar microcalcificações amorfas e agrupadas, que costumam levantar suspeita de lesão inicial, inclusive carcinoma in situ. Nessa situação, o caminho mais correto costuma ser complementar com biópsia guiada por imagem apropriada, e não correr para a ressonância como primeira escolha. Por isso, o item D é a exceção. As outras alternativas descrevem indicações clássicas da ressonância em Mastologia. Em provas, a banca gosta de testar exatamente isso: quando a ressonância é realmente útil e quando ela parece bonita no papel, mas não é o exame certo para aquele achado.