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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

O uso da ressonância magnética em Mastologia teve início após a década de 1980. O aprimoramento e padronização do exame trouxe projeção e aumentou a importância dessa ferramenta de auxílio do especialista. A seguir, estão indicações para realização desse exame, à exceção de uma. Assinale-a.

Gabarito: D

A ressonância magnética da mama virou uma ferramenta muito importante porque consegue enxergar melhor a extensão de certas lesões e situações em que a mamografia e a ultrassonografia ficam curtas. Ela é especialmente útil quando a pergunta clínica é bem específica: avaliar implante, rastrear paciente de alto risco, checar resposta à quimioterapia neoadjuvante ou investigar carcinoma oculto. Nesse cenário, ela ajuda bastante e pode mudar conduta. Mas nem tudo que parece "suspeito" na mamografia pede ressonância. Quando o achado principal é calcificação, a mamografia ainda é o exame mais sensível para detectar esse tipo de alteração. A ressonância não é o melhor método para caracterizar microcalcificações amorfas e agrupadas, que costumam levantar suspeita de lesão inicial, inclusive carcinoma in situ. Nessa situação, o caminho mais correto costuma ser complementar com biópsia guiada por imagem apropriada, e não correr para a ressonância como primeira escolha. Por isso, o item D é a exceção. As outras alternativas descrevem indicações clássicas da ressonância em Mastologia. Em provas, a banca gosta de testar exatamente isso: quando a ressonância é realmente útil e quando ela parece bonita no papel, mas não é o exame certo para aquele achado.

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