Em relação à auditoria interna, analise as afirmativas a seguir. I. O auditor deve ser empregado da empresa. II. O auditor não deve ser subordinado àquele cujo trabalho examina. III. O auditor pode desenvolver atividades que venha, posteriormente, a examinar. Está correto o que se afirma em
- A)I, apenas.
Errada, porque a afirmativa I está correta e, sozinha, não esgota as regras da auditoria interna.
- B)II, apenas.
Errada, porque a afirmativa II está correta, mas a I também está, então não é apenas II.
- C)III, apenas.
Errada, porque a afirmativa III está incorreta ao permitir que o auditor revise atividade que ele mesmo executou.
- D)I e II, apenas.
Certa, pois o auditor interno deve ser empregado da empresa e não pode ser subordinado ao auditado.
- E)II e III, apenas.
Errada, porque a afirmativa III contraria o princípio de independência e imparcialidade do auditor interno.
Gabarito: D
Na auditoria interna, a ideia central é independência funcional dentro da própria empresa. O auditor interno faz parte da estrutura da entidade, então, em regra, ele é empregado da empresa. Isso ajuda a manter o controle contínuo e o conhecimento do processo por dentro, sem depender de alguém de fora. A segunda regra importante é a hierarquia: o auditor interno não deve ficar subordinado à pessoa cujo trabalho ele vai examinar. Se quem audita responde diretamente a quem será auditado, a fiscalização vira quase uma conversa entre amigos no corredor, e a independência vai embora. Já a terceira afirmativa está errada porque ninguém deve examinar o próprio trabalho depois. Se o auditor participou da atividade, falta objetividade para revisar o que ele mesmo fez. Em auditoria, vale a lógica clássica de controle: quem executa não deve ser o mesmo que revisa. Por isso, o gabarito é a letra D: estão corretas as afirmativas I e II, e a III contraria o princípio de imparcialidade da auditoria interna. Essa estrutura é compatível com a doutrina de auditoria e com as normas profissionais que exigem independência e ausência de autovistoria.