No paciente em coma que, ao exame neurológico, é evidenciada a presença de bobbing ocular típico, devemos procurar por lesão ao nível do(a)
- A)diencéfalo.
Errada: lesões diencefálicas podem alterar o nível de consciência, mas não são a localização clássica do bobbing ocular típico.
- B)lobo occipital.
Errada: o lobo occipital se relaciona principalmente com processamento visual cortical, não com esse padrão ocular em coma.
- C)ponte.
Certa: o bobbing ocular típico é um sinal clássico de lesão pontina.
- D)bulbo.
Errada: o bulbo pode cursar com coma grave, mas o bobbing ocular típico aponta mais para a ponte.
- E)formação reticular ascendente ativadora.
Errada: a formação reticular ascendente ativadora explica rebaixamento do nível de consciência, mas não é a lesão localizada sugerida por esse achado ocular.
Gabarito: C
O bobbing ocular típico é aquele movimento em que os olhos fazem uma descida rápida e depois retornam lentamente para a posição inicial, aparecendo com mais clareza em pacientes em coma. Esse achado é clássico de lesão pontina, sobretudo quando há comprometimento estrutural importante nessa região do tronco encefálico. Em prova, pense assim: se o tronco está “apagando” os movimentos oculares com esse padrão bem característico, a ponte costuma ser a culpada. A lógica neuroanatômica é que a ponte participa de circuitos fundamentais dos movimentos oculares e da vigília. Quando ela sofre lesão, surgem sinais bem sugestivos de dano no tronco encefálico, e o bobbing ocular entra nesse pacote. Não é um achado de córtex, nem de diencéfalo, nem de formação reticular ascendente ativadora como causa específica desse padrão. Por isso o gabarito é a letra C. Em questões de coma, sempre vale separar dois grupos: alterações do nível de consciência, mais ligadas à formação reticular ativadora ascendente, e sinais oculomotores localizatórios, que ajudam a apontar o nível da lesão. Aqui, o bobbing ocular é praticamente um “dedo indicador” da ponte.