Entre os parâmetros adotados na circulação extracorpórea, o fluxo de perfusão recomendado é em torno de
- A)1,0 a 2,0 L/min/m².
Errada, porque 1,0 a 2,0 L/min/m² fica abaixo do fluxo usual recomendado para circulação extracorpórea em adultos.
- B)1,5 a 2,5 L/min/m².
Errada, porque 1,5 a 2,5 L/min/m² ainda não traz a faixa clássica cobrada como valor de referência da perfusão.
- C)2,2 a 2,4 L/min/m².
Certa, porque 2,2 a 2,4 L/min/m² corresponde ao fluxo de perfusão recomendado na circulação extracorpórea.
- D)3,0 a 4,5 L/min/m².
Errada, porque 3,0 a 4,5 L/min/m² é um fluxo excessivamente alto para o padrão esperado nessa situação.
- E)4,2 a 5,0 L/min/m².
Errada, porque 4,2 a 5,0 L/min/m² é muito acima do valor recomendado e foge completamente da faixa usual.
Gabarito: C
Na circulação extracorpórea, o fluxo de perfusão precisa ser suficiente para garantir oferta adequada de oxigênio e manutenção da perfusão tecidual enquanto o coração e os pulmões ficam “de folga”. Em termos práticos, o valor de referência costuma ser expresso por superfície corporal, porque isso ajusta melhor a necessidade metabólica do paciente do que um número fixo para todo mundo. O parâmetro mais cobrado em prova é justamente o fluxo em torno de 2,2 a 2,4 L/min/m². Esse intervalo é considerado o recomendado para a maioria dos adultos durante a circulação extracorpórea, servindo como meta hemodinâmica clássica em perfusionismo. Por isso, quando a questão pede o fluxo de perfusão recomendado, a resposta correta é a alternativa que traz esse intervalo. Vale lembrar que a circulação extracorpórea não é só “bomba jogando sangue”: ela precisa equilibrar fluxo, oxigenação, temperatura e resistência vascular. Se o fluxo fica baixo demais, há risco de hipoperfusão; se fica alto demais, o sistema pode perder eficiência e aumentar complicações. O raciocínio de prova, então, é reconhecer o valor padrão usado como alvo. Em resumo: a banca quer o número de referência mais aceito para fluxo de perfusão na CEC, e esse número gira em torno de 2,2 a 2,4 L/min/m². É aquele tipo de questão em que decorar a faixa salva tempo e evita chutar com cara de confiança.